April e Jackson sem dúvidas são um dos casais mais amados de Grey´s Anatomy. Muito fãs tiveram seus corações partidos quando foi anunciada a saída da atriz Sarah Drew, intérprete de April, do elenco da série. Eu inclusa!

Acontece que fui assistir outra vez o episódio 12 da temporada 10, onde há o casamento da personagem com seu até então noivo, Matthew. E então, após uma análise, me pondo no lugar de alguns convidados e do próprio noivo, mudei completamente a visão sobre a cena e consequentemente sobre meu casal #Japril.

Quero salientar que esta é apenas uma opinião, que acaba sendo embasada nas minhas crenças e educação de certa maneira. Estou completamente aberta a críticas e discussão saudável nos comentários. Dito isto, simbora!

"Sempre admirei a beleza do amor. Fui socialmente construída para apreciar esse sentimento nobre e o tinha como exemplo em casa graças aos meus pais.


Com o tempo, parei de observar meus pais e passei a desejar os romances dos filmes. Um mais louco e trágico que o outro, roteiros cheios de reviravoltas que no fim tinham o velho clichê "viveram felizes para sempre". Estranhamente, esses personagens acabavam juntos. É como diria Shakespeare "encontro de amores é jornada finda". Que ideia extraordinária!


No entanto, me questiono se Shakespeare teria vivido algo assim ou simplesmente era um bom escritor e possuía o dom das palavras. De qualquer forma, eu era apaixonada pela ideia do amor, e para conquistá-la, me inspirava nos clássicos romances piegas.


Essa cena é da 10° temp de Grey's Anatomy, e costumava ser a minha favorita, pois meu casal preferido ficaria junto custe o que custar. A grande questão é que parei para analisar toda essa situação, e então constatei como era errônea minha visão sobre amor.


Pensa comigo: April está prestes a casar com um bom homem. A família e amigos de ambos estão presentes para a celebração. Jackson está acompanhado de Stephanie. Ao invés de serem maduros e demonstrarem seus verdadeiros sentimentos um para o outro logo, então agir com sinceridade com seus parceiros, eles escondem isso por orgulho até que veem que já é tarde demais. Ele toma coragem e se declara, e ela acaba por aceitar. Ambos vão embora e deixam seus companheiros ali, humilhados na frente de todos, porque eles se amam e precisam ficar juntos custe o que custar.


Fala sério! Como meus olhos foram vendados por tanto tempo? O amor não é maligno, não é invejoso, e não se alegra com o pecado alheio. April e Jackson foram egoístas e perversos, agiram em nome de um impulso inconsequente. Disseram que era genuíno, mas no fim os tijolos daquela casa eram de areia. Tempos depois acabaram se divorciando porque viviam em julgo desigual. Péssimas escolhas = terríveis consequências!


Aprendi que o amor tudo crê, tudo suporta. Mas esse amor só é proveniente de um Deus santo que não habita em pecado. Por isso os filmes não são mais meu exemplo. Cristo o é!"