Lançado em 1995, Toy Story conseguiu fazer algo que é muito difícil para a maioria das franquias: ter uma das melhores trilogias do cinema e conseguir se superar ao longo de suas continuações. 

Com um ótimo fechamento feito em Toy Story 3, o público pensou que não haveria mais aventuras de Woody, Buzz e companhia, tendo em vista que a Pixar teria dito que aquele seria o capítulo final para os brinquedos. Foi então, que surgiu a notícia de que teríamos mais um filme. Mesmo tendo vários longas de sucesso, o estúdio fez muitas pessoas questionarem se essa continuação teria alguma história para ser contada.

Aí, fica a tal pergunta: Toy Story 4 estraga toda aquela magia que acompanhamos ao longo dos anos?

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Respondendo a pergunta, eu digo não. Por incrível que pareça, a Pixar conseguiu, mais uma vez, nos trazer uma história linda e emocionante. O roteiro de Stephany Folsom foca em um dilema que nunca chegou a passar nas cabeças das pessoas. 

Longo no início, vemos que Bonnie ainda brinca com seus novos brinquedos, deixados por Andy. Porém, Woody está sendo menos utilizado pela menina. Esse momento serve para nos mostrar que cada brinquedo, independente de seu bom estado, tem o seu tempo de diversão com sua criança. Também vemos que existem tipos diferentes de crianças no mundo. Enquanto umas tem um grande apego a todos os seus brinquedos, como Andy, as outras vão perdendo o seu gosto por eles com o passar do tempo.

Embora tenha sido largado e ter perdido o posto de líder do grupo, agora comandado pela boneca Dolly, o orgulho e a personalidade de Woody não mudam. O cowboy ainda deseja o melhor para Bonnie, principalmente depois da chegada do Garfinho. E é aí que a trama do filme começa a engrenar.

Após o Garfinho conseguir fugir, inicia-se uma jornada de descobrir qual é o seu lugar no mundo. Enquanto tenta convencer para o relutante brinquedo que ele é mais do que apenas lixo, Woody descobre que pode fazer mais do que ficar no armário pegando poeira. Outro mérito de Folsom, é conseguir transformar radicalmente uma personagem que era pouco utilizada no começo. Betty agora é destemida e sabe o que quer fazer até o fim, resultando em bons momentos girl power. Buzz Lightyear tem um arco mais coadjuvante, mas consegue trazer momentos divertidos com a sua voz interior. Falando nos novos personagens, cada um tem um proposito para estar ali. Desde os planos ridículos da dupla Coelhinho e Patinho, até a jornada de superação de Duke Caboom, dublado, originalmente, por Keanu Reeves. Os brinquedos antigos não ganham tanto destaque, mas roubam a cena quando aparecem.

Muitos roteiristas preguiçosos colocariam a mesma motivação de Lotso na vilã Gabby Gabby, mas, diferente dele, a boneca tem uma boa motivação. Fica claro desde o começo o motivo dela estar fazendo aquilo. Em certos momentos, você torce para ela alcançar o seu objetivo. Acho até um erro chama-la de vilã.

Para quem acompanha a franquia desde pequeno, acredito que seja melhor assistir ao filme dublado. Isso faz com que você sinta mais emoção em seu coração. E já pode preparar os lenços de papel, porque o final é digno de lágrimas e aplausos.

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