Chegamos ao último filme da trilogia do Para Todos os Garotos que Eu Já Amei.  Comédias românticas teens são sempre supervalorizadas, por terem um público fiel que as acompanha. Eu gosto bastante do gênero e sempre assisto uma novidade quando lançada. Inclusive sou uma grande fã do primeiro filme, que me encantou com os atores e cenários fofos.

Porém o que vemos nesse terceiro filme é uma tentativa de se distanciar dos livros, o que acaba afetando negativamente o filme. Todo o seu enredo parece que não tem um roteiro a se seguir. Nesse último filme, temos Lara Jean (Lana Condor) e Peter (Noah Centineo) em seu último ano escolar e precisando escolher faculdades. Era para ser algo maduro, mas o longa se perde em ciuminhos bobos e pouco crescimento dos personagens.

Primeiro porque o plano deles irem para Stanford juntos se perde quando Lara Jean descobre que não entrou para a faculdade. E por conta de um mal entendido, Peter acha que ela passou sim e ela fica enrolando para contar a verdade para ele. E quando achamos que o filme ia se resumir a isso, do nada ela conta. E aí eu fico esperando o que vem depois.

Quando finalmente ela se decide para onde vai e refaz os planos, uma viagem da turma para Nova York muda tudo. Lara se apaixona pela cidade, pelo curso e pelo campus. E agora resta contar para Peter que a nova decisão colocará 5.000 km de distância entre os dois por quatro anos.

E aí voltamos para a premissa do relacionamento a distância. Eu achei as reações dos dois quanto à decisão tomada por Lara Jean meio infantis demais. Mas consigo entender que aos 17 anos qualquer mudança boba já irá fazer uma grande diferença, avalie só uma nova faculdade do outro lado do país.

No geral o filme é fofo, mas não muito mais que isso. Senti falta de um roteiro mais agitado e fluído ou interessante como foi no primeiro filme. Ou que pelo menos mostrasse mais sofrimento como nos livros. Ficou meio blasé.

Os atores são de fato o que salvam toda a história. Gosto demais da interpretação de Lana Condor e acho também que o Noah Centineo, apesar de suas fraquezas, combina demais com o papel.

É um filme bom, que a maioria das pessoas irá assistir por conta dos outros dois filmes, que fecha a história de uma maneira fofa e voltada novamente para as cartas de amor. Tranquilinho, sabendo que existem comédias românticas teens bem melhores, mas razoavelmente satisfeita com o fim.