Jurassic Park: Parque dos Dinossauros é o primeiro filme da trilogia Jurassic Park criado por Steven Spielberg em 1993. Para muitos que não tem conhecimento, ele foi baseado em um livro de mesmo nome do escritor Michael Crichton (*Curiosidade: o livro ainda não tinha sido lançado quando a produção do filme já estava em andamento). O filme ele mexe com o imaginativo e realismo de criaturas que viveram a milhões de anos no passado trazendo o público para essa imersão a ficção científica pré-histórica.

Por esse motivo, caro leitor, se acomode e se mantenha dentro de seus veículos.

"Dr. Grant, querida Dra. Sattler... Bem-vindos ao Jurassic Park!", John Hammond.

O filme se passa na ilha fictícia Nublar onde o milionário John Hammond (Richard Attenborough) convoca alguns especialistas para fazerem uma vistoria em seu novo parque de diversões temático. Ao seu lado estão o Dr. Alan Grant (Sam Neill), a Dra. Ellie Sattler (Laura Dern), o matemático Ian Malcolm (Jeff Goldblum), o advogado Donald Gennaro (Martin Ferreroe) e, para completar, Lexi (Ariana Richards) e Tim (Joseph Mazzello), netos de John Hammond. Com sua grande fortuna, Hammond contrata os melhores geneticistas do mundo para trabalhar em seu projeto de ressuscitar os dinossauros através de seu sangue e apresenta-los ao público em forma de espetáculo. Contudo, uma ideia que parecia ser inovadora e fantasiosa se torna violenta e desesperadora.

A primeira cena mostra como Steven Spielberg consegue trabalhar muito bem a tensão envolvendo uma ameaça que não aparece mas que traz perigo. Os primeiros cinco minutos de filme mostra um velociraptor atacando guardas da empresa de Hammond, mas a criatura ameaçadora em nenhum momento é mostrada. O ponto que Spielberg quer trabalhar no espectador é o medo por essas criaturas, assim como aconteceu em Tubarão (1975).

"Os dinossauros tiveram sua chance e a natureza os escolheram para a extinção", Iam Malcom.

Os personagens deste filme tem um diferencial do que recorrente vemos em filmes de criaturas monstruosas, o aprofundamento em suas personalidades. A exemplo temos o Dr. Alan Grant que é fascinado por seu trabalho, suas pesquisas, e ao manter uma relação com Lexi e Tim, aprende a dar valor aos relacionamentos afetivos (principalmente com crianças). A Dra. Sattler se mostra muito mais forte do que aparenta e isso se vê nas mais variadas cenas de ação em que ela está presente.

O filme também mostra uma mensagem sobre ganância. Essa momento, refletido em um diálogo, acontece entre Ellie e Hammond em um momento bastante interessante do filme pois compacta uma mensagem no meio de perseguições, mortes e muita tensão. Outro personagem que também corrobora para esse enredo é Dennis Nedry (Wayne Knight) que coloca sua ganância acima da vida de outras pessoas e, no fim, morre por ela.

"Não poupei despesas!", John Hammond.

Ao contrário da frase icônica de John Hammond: “Não poupei despesas”, Steven Spielberg teve muito cuidado ao produzir esse filme que envolvia um CGI totalmente criado do zero e animatrônicos extremamente grandes e complicados. Por isso, o que muita gente não sabe, os dinossauros só aparecem por pouco mais de 15 minutos das duas horas de filme. Todo o restante do filme se desenvolve com os personagens em momentos de tensão. Isso é algo para se aplaudir, Spielberg mesmo com esses 15 minutos conseguiu eternizar os dinossauros tanto no cinema quanto na Tv.

Além disso, cenas memoráveis são o ponto marcante de todo o filme. A primeira reação do Dr. Grant e da Dra. Sattler conhecendo um Braquiossauro é de encher os olhos de lágrimas. O primeiro contato dos personagens com o Tiranossauro Rex e ele destruindo o carro de passeio na qual estavam Lexi e Tim, assim como, a grande perseguição dos raptores na cozinha é o ponto alto de tensão no filme.

“Não tive respeito suficiente por esse poder e agora ele está solto”, Dra. Ellie Sattler.

A trilha sonora composta por John Williams é um dos pontos essenciais que criam originalidade e tensão em cada momento do filme. A chegada a ilha, com certeza, é uma das cenas mais memoráveis do cinema. Spielberg foi um gênio ao explorar aquilo que antes nunca tinha sido visto de maneira tão realística e audível, o sons dos dinossauros. A mistura de barulhos de animais reais para criar os sons que seriam dos animais pré-históricos foi primordial para marcar um era. A prova que tudo isso junto corroborou para que o filme fosse espetacular são suas estatuetas do Oscar de 1994 como Melhor Som, Melhor Efeitos Especiais e Melhor Edição de Som.

Sem dúvidas, Jurassic Park é uma obra que mistura ficção científica com fantasia de uma forma avassaladora. Imaginar as pessoas de 1993 vendo dinossauros tão realistas pela primeira vez na tela do cinema, com certeza, foi uma experiência inesquecível. A história é bem amarrada, construindo não só a personalidade dos protagonistas, como também, a evolução de uma possível franquia. Toda a tensão envolvendo os animais é construída desde a primeira cena até a última cena. O diretor não tinha como objetivo humanizar ou relacionar os personagens com as criaturas e, por isso, por muito tempo elas foram considerados monstros do cinema.

"Não... só estou dizendo que a vida encontra um meio", Ian Malcom

Assistir ao filme é perceber que ele está muito à frente do seu tempo. E, reassisti-lo me faz querer estar em 1993 prestigiando essa estreia pessoalmente.

Até a próxima ilha!