O gênero da comédia romântica atrai um público especifico por seguir alguns pressupostos e temáticas clichês. Mas como todo bom gênero, ele nunca perde a sua relevância e sempre consegue um dose de prestígio. Esse paradigma se aplica bem com a Netflix, já que vira e mexe eles alternam uma comédia leve com um romance bobo adolescente em suas estreias de catálogo.

A bola da vez é a comédia britânica Um Amor, Mil Casamentos, que conta a história de Jack (Sam Claflin) e o casamento de sua irmã Hayley (Eleanor Tomlinson). E esse talvez seja o principal problema do longa: toda a narrativa se passa no dia do bendito casamento, o que torna a história uma tanto lenta e preguiçosa.

Se não existem cenários diferentes, novos figurinos para avaliarmos ou coisas normais que encontramos em outros longas, o filme em determinado momento dá a impressão de estar se repetindo e não acontecendo nada de novo em seu tempo em tela.

Isso, no entanto, não estraga a experiência como um todo. O filme é bobinho, mas é procurado exatamente por esse motivo. E todo o roteiro, apesar de seus diálogos um tanto rasos, trazem uma boa dose de comédia e garante as risadas, cumprindo seu papel.

Na narrativa, Jack é responsável por salvar o casamento da irmã de ser arruinado por um ex-crush dela que não a superou. O plano é colocar remédio para dormir na bebida dele, o que não saí exatamente como o planejado. Em meio a todos os desajustes que a trama propõe, Jack busca conquistar a americana Dina (Olivia Munn), uma das amigas da noiva com a qual ele já teve um flerte no passado.

É tudo muito recheado de grandes trapalhadas, o que foge de alguns clichês que as comédias românticas trazem, afinal a gente quer ver é muito amor sendo exalado ali, e nem sempre é o que o filme entrega. 

Meu destaque fica para o maravilhoso Sam Claflin que mostrou uma veia cômica muito interessante. As atuações como um todo estão na média e a direção não prejudica a experiência com uma fotografia bonita (afinal é a Itália, não tem como estragar aquele visual).

Apesar dos pesares, no fim o filme ainda dá uma bela lição da gente agarrar as oportunidades que o acaso nos presenteia. Como disse um dos personagens, não dá para deixar a vida passar quando isso pode afetar até a nossa existência. Acaso ou não, o filme veio em uma boa hora de quarentena para alavancar boas risadas.