play_arrow
Assista ao trailer: A Barraca do Beijo (The Kissing Booth) - trailer legendado
videocam

Depois de tantos comentários sobre o filme Barraca do Beijo eu tive que vir conferir. E sim, eu sou uma grande amante das comédias românticas e dos besteiróis adolescentes, e como esse é um grande combo de tudo isso era bem óbvio me conquistar pela sinopse – e comentários adversos.

Então, Barraca do Beijo é um grande clichê adolescente que muitas menininhas sonham em acontecer com ela, baseado no livro do mesmo nome de Beth Reekles. A história foi postada online quando a autora tinha 15 anos, mó cara de fanfic (mas pelo menos boa e bem escrita).  A trama traz a personagem principal Elle (Joey King) e seu melhor amigo Lee (Joel Courtney) nascendo no mesmo dia e hora, filhos de mães que eram melhores amigas desde sempre. Eles foram criados como irmãos e isso incluí seus irmãos de verdade também, como o irmão de Lee, Noah (Jacob Elordi). Mas não é bem isso que acontece.

O enredo acerta em muitos momentos, primeiro porque entrega o clichê que nós queremos assistir (convenhamos que quem escolhe assistir Barraca do Beijo já sabe o que está por vir) e não é de uma maneira ruim pois aqui temos vários acertos dentro desse: as atuações dos nossos personagens principais e os diálogos, a beleza do cast e o drama na medida certa, incluindo um princípio de aprofundamento nos personagens, principalmente em Noah.

Todo o enredo de garoto problemático sem motivo ficou querendo se estender mais e confesso que senti falta de descobrir mais ainda sobre o irmão gostosão. Elle pode parecer a maior encarnação do clichê, mas ninguém pode negar que se identifica com os sentimentos dela em algum ponto. E Lee é um dos personagens mais carismáticos pra mim, eu simplesmente amei o personagem e seu jeitinho divertido.

Eu gostei como o roteiro explicou brevemente, e muito bem, toda a trajetória de Elle e Lee até o momento atual deles; de como eles tentaram introduzir uma cultura machista (apesar de não explorar o assunto quando teve oportunidade) e até mesmo introduzir também um casal homossexual, mesmo sem falas. Acho sim que eles tinham pano para manga de ir a fundo com esses temas, mas quiseram explorar somente as facetas dos personagens principais. Bem, acho melhor isso do que errar feio no final por temas mal trabalhados no sentido de incompetência. Guardaram para uma continuação talvez? Não sabemos ainda.

O elenco conseguiu me conquistar na leveza da atuação passando uma espontaneidade de uma brincadeira, é quase como se eles fossem daquele jeito mesmo e não houvesse interpretação, e até mesmo uma carga emocional legal para as cenas. E se no começo o personagem de Jacob não me agradou muito, o seu Noah foi me ganhando (desculpa vai) e eu fui simpatizando mais com o personagem.

Eu amei como o foi traçado todo o sentimento de amizade, um dos mais poderosos que pode existir e como Elle estava disposta a desistir do amor de namorado pelo amor de amigo. Sei que muitas vezes essa situação se repete na vida real e que deve ser muito difícil se decidir e por isso fiquei feliz pelas atitudes da personagem, faria a mesma coisa, certeza.

O final da história de Elle e Noah também me conquistou por estar bem em aberto. Ok nem tudo é felizes para sempre, ás vezes as histórias não dão certo, mas aquelas pessoas estarão sempre em nossos corações. É o velho clichê (e verdade) de que às vezes um amor muito forte não é feito para durar, ou é, vai saber.

O filme tem uma fotografia bem ok, sem efeitos gritantes na nossa cara. Traz os elementos da comédia muito presentes e uma trilha sonora que embala as cenas.

Não tem como dar errado e dessa vez a Netflix não pecou (ufa!) e nos apresentou uma história coesa e leve, exatamente da forma que os amantes desse gênero iriam procurar. Em meio a tantas bocas, Barraca do Beijo conseguiu encontrar o coração certo a tocar. E é aquele ditado: quem gostou aplaude, quem não gostou paciência.