Como começar a explicar uma premissa inovadora e totalmente diferente de tudo que já se viu nos cinemas? Deve ter sido exatamente esta mesma pergunta que os produtores de Sharknado fizeram ao começar a desenvolver o filme. Lembrando que ele carrega legados de filmes anteriores de animais marinhos como o próprio Tubarão de Steven Spielberg, mas este traz algo novo e diferente para o gênero.

Um terrível furacão está se aproximando de Los Angeles e dentro dele muitos tubarões assassinos. E esse tornado apenas não vai atingir o litoral mas como toda a cidade. Por isso, Finley (Ian Ziering), com a ajuda de Nova (Cassie Scerbo), George (John Heard) e Baz (Jaason Simmons), saem em busca de salvar sua ex-esposa e filhos.

Um toque de esperança nos é apresentado após uma cena inicial estranha e complicada. O clima típico deste gênero é criado: praia, surf, pessoas curtindo ondas e diversão. Até que uma cena de tensão é criada em meio aquele clima de férias e que pressente algo perigoso se aproximando a qualquer momento (mas sem uma trilha sonoro pra marcar isso). O primeiro ataque, sem ser na tempestade com furacões na cena inicial, começa de forma misteriosa onde temos barbatanas aparecendo e sangue espalhado na água mas sem todo aquele efeito especial para mostrar a criatura por completo.

O que realmente “incomoda”, na maior parte do filme, são os efeitos especiais de péssima qualidade se comparado com outras grandes produções de Hollywood ou as técnicas de Spielberg, utilizando um animatrônico de um tubarão em cena. Mas se Sharknado fosse um filme para ser levado a sério (se é que tem como), a cena pós introdução mostraria todo o seu potencial.

Este filme também é cheio de cenas sem lógica. A mulher sendo atacada pelo tubarão, pedindo socorro mas ninguém percebe nada a não ser nosso personagem principal que avisa para que todos saiam da água mas ele continua lá. Ou problemas familiares mal desenvolvidos durantes cenas que deveriam ter uma tensão dramática. Soluções como utilizar um banco para matar um tubarão ou atirar com um revólver enquanto eles voam dentro de um furacão são apenas algumas das soluções que os personagens encontram de sobreviver.

O filme pretende trazer desastre atrás de desastre com direito a cena de roda gigante se desprendendo e destruindo a cidade ou túneis sendo alagados por águas que a gente não sabe de onde vem.

Os personagens deste filme se levam mais a sério na atuação que outros filmes do Gênero Trash. O estilo deles não é algo caricato como acontece na franquia “Todo Mundo em Pânico”, e realmente eles se destacam como personagens mesmo sendo mal trabalhados na trama. Um detalhe é que eles se comportam como os salvadores do mundo, no caso da cidade, pois aparentemente as autoridades não fazem nada a respeito e é dever dos personagens acabar com um tornado de tubarões.

Comportamento esse que o protagonista (Finley) toma para si por completo, um estilo bem Dwaney Johnson de baixo orçamento. Dentre muitas de suas cenas, ele se mostra habilidoso, como típico protagonista de filmes de desastres, que precisa salvar sua família e tem a solução para todos os problemas.

No meio de várias cenas toscas e sem lógica, o filme Sharknado tenta se sustentar no gênero tanto de filmes de tubarões quanto no Gênero Trash. Isso é claro quando percebemos a franquia na qual ele se tornou após o primeiro filme. Mesmo que não seja uma produção para ser levada a sério, e com um baixíssimo orçamento, ele une espectadores a falarem mal do longa. É horrível, insano, sem nexo, mas mesmo assim você assiste do começo ao fim (claro, se tiver estômago). Diante de tudo, Sharknado é um passatempo estereotipado de filme de desastres e tubarões, reiterando que ele não é caricato.

A franquia de filmes você encontra na Amazon Prime Video.