A simplicidade e a 'paz'  no meio da Guerra Infinita. Uma boa comédia e uma ação eletrizante que dá ao segundo filme da franquia uma ótima oportunidade para se firmar.

Divertido, inteligente e aluscinante. O segundo filme do Homem-Formiga traz para às telonas um filme que nos dá um alivio - temporário - em meio ao caos causado por Thanos em Guerra Infinita

O flme trabalha com a empatia dos personagens, explorando novas camadas das relações criadas. Um dos pontos positivos do filme anterior era a forma como o humor estava a serviço da trama e isso se repete. Reed, o diretor, trabalha a comédia de uma forma muito particular dentro do Universo Cinematográfico da Marvel. Diferente de James Gunn, por exemplo, que trabalha com a comédia totalmente nonsense e escrachada, que chega a ser autoconsciente. Reed coloca o humor como função da narrativa e isso serve para facilitar uma conexão emocional com o espectador, e isso funciona! 

Contrapondo com a simplicidade da trama, principalmente em relação ao número de personagens se formos comparar ao terceiro filme dos Vingadores, Homem-Formiga e a Vespa é bem complexo na questão científica e tecnológica, e se vê repetindo uma fórmula que facilita o entedimento do público através das explicações constantes. Isso não é uma coisa negativa, visto que os filmes da Marvel são feitos para toda a família, e mais do que uma opinião pessoal, o uso dessas explicações garantem o sucesso da empresa. 

Já fazem quase dois anos dos acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil. Scott Lang está em prisão domiciliar por ter participado da rebelião contra o governo, ao lado de Steve Rogers. Sem poder entrar com contato com seus antigos aliados, dentre eles Hope Van Dyne e Dr. Hank Pym, Lang passa seus dias trancado em casa, montando uma empresa de segurança e brincando com a filha. Um evento misterioso muda tudo e faz com que o Homem-Formiga precise ajudar a agora heroína Vespa e seu pai, a salvarem a antiga Vespa, perdida no mundo quântico.

Diferente do primeiro filme, onde Luis, interpretado por Michael Peña roubava o filme para si sempre que aparecia, dessa vez quem rouba a cena é a dupla Evangeline Lilly e Michael Doulas, filha e pai. Hope Van Dyne agora está mais confiante da sua capacidade. Ela sabe que é uma super badass. Hank Pym está um pouco mais leve, mais cômico e isso parece deixar o personagem mais carismático, ainda mais com sua língua afiada de um homem antissocial, genial e rabugento. 

No geral, o filme apresenta um bom enredo que peca na parte da vilã que apesar de ter um conflito interessante, apresenta uma motavação rasa demais para marcar sua presença. Bill Foster, o Golias nos quadrinhos, aquece nossos corações nerds quando aparece, mas ele não é bem explorado no filme e acaba nos desanimando. Claro, ele pode aparecer em outros filmes e quando isso acontecer vai ser incrível. A vespa original, interpretada por Michelle Pfeiffer dá para o longa um luxo, uma luz e um encanto. 

A parte familiar de Scott tem um destaque. Cassy, a filhinha faz a gente soltar vários "awn" ao longo do filme. Ela pode fazer parte das futuras equipes de heróis da Marvel. No geral, o roteiro é eficaz para manter o ritmo e o quase suspense, principalmente nos últimos 20 minutos, que chega a ser um dos melhores terceiros atos da Marvel. 

COMO ESPERADO, o filme é um ponte para Vingadores 4 e a ligação que faz com os eventos de Guerra Infinita... meus amigos, o cinema inteiro gritou. Como de costume - e todo mundo já devia ter apredendido -  fique para as cenas pós-créditos.