Demorou mais chegou! O filme solo da vingadora finalmente está entre nós. O filme da heroína deveria ter saído anos atrás, logo após Guerra Civil, mesmo com atraso, sua estreia, é bem-vinda, os fãs finalmente foram agraciados com a descoberta do passado de Natasha Romanoff.

O filme abre as portas para a nova fase do MCU que se interliga com as series televisivas, e podemos notar claramente, até a mudança de visão e de roteiro analisando os filmes iniciais deste universo. O longa traz uma história emocionante, espionagem, drama, comedia e tudo bem pensado para o que percebemos, será o novo padrão da Marvel nos cinemas.

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A trama

Da equipe principal dos Vingadores, o passado da Viúva Negra sempre foi o mais misterioso. Tudo que o público sabia era básico e raso - ela foi uma assassina russa treinada, que traz uma grande culpa por seu passado. Com esse filme, a Marvel finalmente nos revela como tudo aconteceu e finalmente dá o espaço merecido para a única mulher da equipe original dos Vingadores, ser o centro das atenções.

Além da protagonista, interpretada por Scarlett Johansson, temos um trio memorável de personagens e atores: Yelena Belova (Florence Pugh), Melina Vostokoff (Rachel Weisz) e Alexei Shostakov (David Harbour), sendo respectivamente irmã, mãe e pai de Natasha. Sem sombra de dúvidas, os secundários são o ponto mais forte do filme. A química conquista, as piadas não têm timing ruim e cada um tem um propósito claro.

Ambientado entre Capitão América: Guerra Civil e Vingadores: Guerra Infinita, o longa conta um pouco o que Natasha fez quando a equipe precisou se separar e nos apresenta sua "família". O fio narrativo, consistem em tratar das feridas decorrentes vários fatores trágicos na vida da heroína, desde uma separação inesperada, de Natasha e Yelena primeira família da ruiva ate a separação dos vingadores, visto que eles são como família para ela.

Além disso, coloca a heroína de frente com seu passado, novamente com a missão de destruir a "Sala Vermelha", onde as Viúvas Negras são treinadas e condicionadas.

Woman Power

É impossível não visualizar em BlackWidow, todo o protagonista feminino, não só pelo fato de ser uma personagem feminina principal, mas por outros detalhes, a direção é feminina, metade do elenco é feminino e a história em nenhum momento te faz esquecer disto.

Uma trama onde existe a força e a delicadeza feminina em auge, uma apoiando a outra. Mulheres lutando por outras mulheres sem deixar nenhuma para trás.

E não pense que só porque é filme de heroína existe menos ação, ao contrário, Viúva Negra entra facilmente para os top 5 de filmes do MCU com mais ação e melhores coreografias de luta.

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Elenco

O Elenco de BlackWidow é um fator a parte, cada escalação parece ter sido escolhida a dedo. Scarlett Johansson como Natasha Romanoff já é velha conhecida do público, seu amor e dedicação a personagem transparece em cada momento dela em cena. Florence Pugh como Yelena Belova é algo que roubou atenção, seja nos momentos de drama, comedia ou ação. A dinâmica de irmãs briguentas que se amam é realmente convincente. A química entre as atrizes nos leva a ótimos momentos, quer seja de fofura ou de zoação.

 Rachel Weisz como Melina Vostokoff, traz um brilhantismo formidável, encarregada do papel de mãe das meninas, enquanto age como espiã nos EUA e além de tudo uma cientista brilhante. David Harbour como Alexei Shostakov, pareceu ser o único do elenco a ser questionado por alguns, porém a atuação do ator em fazer um herói decadente, saudosista por seu tempo de gloria, acrescenta um alivio necessário ao filme.

Ray Winstone como Dreykov é certamente aquele vilão que todos adoram odiar. A sede de poder, a ganância, a crueldade tudo transmitido com olhares é algo certamente que somente um ator experiente conseguiria realizar.

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Pontos Positivos

  • Comédia na medida certa: Um fator assertivo e BlackWidow é a time das piadas, todos colocadas em momentos certos, sempre com um fator a mais e trazendo algo realmente que soma a trama. depois de anos Marvel está melhorando nesse critério.
  • Heroína Real: ver boas lutas é sempre muito bom, mas restava a dúvida o que acontecia depois. É estranho ver os heróis sempre apanhando e voltando como se fossem de borracha não sentindo nenhuma dor. Em BlackWidow, é visto isso claramente, quer seja na cena com a Natasha roxa de porrada, ou as expressões de dor nos rostos da personagem.
  • Humanidade: Outro ponto positivo é notar indagações que de fato é real, afinal de sua irmã mais velha trabalha literalmente com deuses, quem e você na filinha do pão? Um simples humana com medos e inseguranças e isso é uma indagação real, será que ninguém questiona de caras venda do espaço para terra?
  • Intro mais sofrida no MCU: a introdução é realmente triste de ver, os sofrimentos das personagens ainda crianças e toda a tortura sofrida por elas é bem chocante, além de toda jogada de fotografia, encaixe de cenas é esteticamente bonito de e é mais ao mesmo tempo agoniante.

Pontos negativos

A presença de um grande vilão, Taskmaster, personagem cujo “poder” consiste em estudar técnicas de luta daqueles dos inimigos e reproduzi-las de forma idêntica. Infelizmente, com pouco tempo de tela e uma origem não muito bem trabalhada, o vilão foi um potencial desperdiçado.

Veredito

Viúva Negra é emocionante e tem várias cenas arrepiantes e de tirar o fôlego. Não só nos combates, mas nas interações entre os personagens durante seus diálogos. O longa proporciona diversas gargalhadas, aflições e aquele sentimento de medo do que está por vir.

A diretora Cate Shortland conseguiu transmitir toda sua emoção e suas ideias nesse filme, nos fazendo sentir como se a produção estivesse mesmo acontecendo na ordem cronológica do Universo Cinematográfico Marvel.

Além de, é claro, passar a mensagem sobre empoderamento feminino, tanto pela atuação da Scarlett, quanto pela diversidade de atrizes que foram escaladas para os seus papéis.

Muito melhor do que imaginava, “Viúva Negra” é uma aventura de respeito e cheia de sentimentos para uma personagem amada pelo público, e que teve um fim trágico em “Vingadores: Ultimato”. Mas o filme acerta ao estabelecer novos personagens que irão levar adiante o legado de Natasha Romanoff.