Hoje em dia, universos compartilhados são os que mais chamam a atenção em Hollywood. Todo estúdio quer um para chamar de seu. E por que não ter um para colocar dois monstro gigantes lutando um contra o outro? Foi exatamente assim que surgiu o Monsterverse, que tem distribuição da Warner Bros. e produção da  Legendary Entertainment, em parceria com a Toho.

Com exceção de Kong: A Ilha da Caveira, nenhum outro filme desse universo conseguiu mostrar a que veio. Godzilla (2014) é legal e traz uma melhor encarnação do kaiju para o cinema americano, mas erra ao dar foco demais nos humanos e por não ter lutas memoráveis. Godzilla II: Rei dos Monstros tinha tudo nas mãos para ser um grande confronto de monstros gigantes, mas cometeu, de forma exagerada, os mesmos erros do seu antecessor.

Godzilla vs Kong: diretor confirma que gravou cena pós-créditos - TecMundo

Felizmente, Godzilla vs. Kong aprendeu com os erros e entregou uma história que está 100% focada em mostrar o embate dos dois titãs e deixar os humanos de lado. O arco de Nathan Lind (Alexander Skarsgård) e Ilene Andrews (Rebecca Hall) é bastante importante para o confronto acontecer e mostra mais elementos da mitologia do Kong. Os personagens dos dois não são essas coisas todas, mas são bem escritos o suficiente para não incomodar. O mesmo não pode ser dito do trio composto por Millie Bobby BrownJulian DennisonBrian Tyree Henry. Ambos estão lá para fazer quase nada. Com algumas pequenas modificações, a trama poderia funcionar facilmente sem nenhum dos três. Fica parecendo que o roteirista colocou os personagens para deixar o filme melhor explicado para o público e por Brown ser um nome chamativo no elenco. Mas tudo isso são reclamações pequenas.

Depois de chamar a atenção com Você é o Próximo e manchar o currículo com a adaptação de Death NoteAdam Wingard traz ótimas cenas de ação para o longa. Cada uma das lutas têm suas características distintas e acontece em cenários diferentes para não dar aquela sensação de repetição. Perceba, também, que o diretor coloca muitos closes nos monstros para mostrar quais emoções eles estão sentindo naquele momento, seja ela de dor, raiva, tristeza e etc. Após o fim do primeiro round, os oponentes se encaram e fica muito claro a intenção de uma revanche. Já estou curioso para ver como será a visão de Wingard para os Thundercats.

Os efeitos estão ótimos como sempre. Todas as criaturas tem uma boa interação com os atores e os cenários ao seu redor, fazendo a gente acreditar que eles realmente existem nesse mundo. A fotografia não é uma obra de arte como vimos em Kong: A Ilha da Caveira, mas não desagrada e se destaca nos momentos necessários.

Muitos podem reclamar da forma que ocorre uma grande destruição na cidade e não temos quase nenhum relato de como ficou a situação das pessoas que estavam ao redor. Mas temos que ser sinceros, ninguém vai ver um filme chamado Godzilla vs. Kong preocupado com "formiguinhas" correndo de monstros gigantes. 

Godzilla vs Kong' acaba VAZANDO e deixa internautas completamente  irritados; Confira as reações! | CinePOP