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Assista ao trailer: Mamma Mia! Lá Vamos Nós De Novo - Trailer Final (Universal Pictures) HD
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Eu sou bem fãs de musicais, o gênero tem uma magia diferente em conquistar os telespectadores muito além de grandes frases de efeito e encenações. Eu acho a música muito pura no seu conceito em exprimir emoções, tanto que a trilha de sonora de um filme é algo que chama atenção e é olho de grandes prêmios musicais. Mas falando de Mamma Mia, esse é um grande clássico, em minha opinião. Vê só: o filme consegue atrair público de todas as gerações com sua história e músicas envolventes.

Mamma Mia 2 consegue ser ainda melhor que o primeiro filme. A construção do novo filme com os personagens mais novos são um frescor. No primeiro filme a história é um tanto quanto desconexa e mal construída e dá uma sensação que não junta cada pontinho para que consigamos compreender. O novo filme vem com a mesma premissa, mas agora de uma forma muito mais clara.

Se no primeiro filme muitas das músicas cantadas não tinham nada a ver com o que estava sendo trabalhado na cena, em Mamma Mia 2 cada palavra da música escolhida tinha total harmonia com o que os personagens estavam fazendo. O repertório do segundo filme fica muito mais a frente do primeiro e, claro, não deixaram de cantar as icônicas Mamma Mia, I Have a Dream e Dancing Queen.

Ainda sobre as músicas, nesse novo filme pudemos desfrutar de mais falas entre os personagens, tendo um respiro bem grande entre as músicas, coisa que no primeiro filme eu não senti, pois era muito emendado uma na outra. E poxa, nesse filme foram 18 músicas em 2 horas de filme. Não é para qualquer um.

A decisão de contar como Donna (Meryl Streep) conheceu Harry (Colin Firth), Bill (Stellan Skarsgard) e Sam (Pierce Brosnan) foi a mais acertada possível. Ela ficou em segundo plano no filme por motivos que não irei revelar aqui (quem assistiu já sabe), mas isso não me incomodou nem um pouco, pois o elenco jovem com Lily James, Jeremy Irvine, Hugh Skinner e Josh Dylan conseguiram brilhar e chamar muita atenção. Lily James estava brilhante com uma atuação super natural e uma voz de dar inveja.

Os pais de Sophie (Amanda Seyfried) são maravilhosos, eles têm um potencial tão grande que não entendo porque não os colocam mais em evidência. E por falar em Sophie, a personagem teve todas as atenções, deu conta do recado, mas muitas vezes foi camuflada pelo elenco jovem de 25 anos atrás. Porém toda a história que criaram para ela voltar à Grécia foi coerente e emocionante, o romance dela com Sky (Dominic Cooper) foi um tanto desesperado e clichê, mas eu relevo.

E o que dizer de Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski)? As duas estão inteiríssimas e prontas para um terceiro filme! Conseguiram compor muito bem as cenas e foi maravilhoso ver as duas junto com Sophie.

Por último venho falar de Ruby (Cher), para mim a grande decepção do filme. Pouquíssimo trabalhada, a personagem foi jogada, literalmente, para o filme ter um nome de peso. Ela ficou completamente deslocada do resto da história. Para mim só foi mais um nome aleatório desse filme.   

Mamma Mia – Lá Vamos Nós de Novo é um sopro de refrescância para um clássico que já tinha dado muito certo. Ir até o cinema e ver um monte de senhorinhas dançando ao som de Abba e se divertindo em meio a jovens adultos me fez enxergar em como é possível unir gerações em um produto que entrega bons momentos aos dois públicos.