Com a estreia do novo filme de Esquadrão Suicida de James Gunn, chegando aos cinemas e o HBO Max, no dia 6 de agosto, nada melhor do que relembrar o que aconteceu com seu filme antecessor de 2016 até chegarmos na sua sequência.

Esquadrão Suicida é um filme que foi lançado em 2016 pela Warner Bros. baseado nas histórias em quadrinhos de mesmo nome que mostra uma super equipe de vilões realizando missões suicidas em troca de liberdade. A estreia do filme no Brasil foi em 4 de agosto do mesmo ano. Desde 2009 este projeto estava em desenvolvimento mas apenas em 2014 o diretor David Ayer assinou oficialmente para dirigir o longa.

O filme se encaixa no universo que a DC estava tentando construir no cinema com os filmes de Zack SnyderAmanda Waller (Viola Davis) está reunindo uma equipe de super-vilões chamada Força Tarefa X

Nesta equipe temos o Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), El Diablo (Jay Hernandez), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Magia (Cara Delevigne), Katana (Karen Fukuhara) e Amarra (Adam Beach). Junto da equipe, Amanda Waller enviou um dos seus soldados, Rick Flag (Joel Kinnaman), para ser seus olhos e ouvidos durantes as missões.

E com uma grande quantidade de personagens, obviamente, alguns iriam se sobressair mais que outros. Ao longo dos 20 primeiros minutos do filme somos apresentados a premissa, junto com as histórias deles ,que deveriam ser os protagonistas. Mas Margot Robbie e Will Smith roubam as cenas e são os principais membros que tem mais tempo de tela. Inclusive eles são os personagens que melhor tem suas histórias pré-Esquadrão Suicida desenvolvidas.

Margot Robbie se consagra como Arlequina e ao longo do seu enredo vemos o desenvolvimento do amor perturbado entre ela e o maior vilão de todos os tempos, Coringa (Jared Leto). Este enredo paralelo atrapalha a trama central do filme e tira por demais o foco da verdadeira Força Tarefa X, e da sua missão, deixando-os como uma história coadjuvante. Já esse Coringa não agradou muito a crítica e nem em suas micro-cenas foram suficientes para provar seu valor. (provavelmente esse relacionamento seria melhor trabalhado no suposto filme solo do casal que foi cancelado na época).

Will Smith tem um enredo mais família e sustenta-se muitas vezes na comédia e liderança do grupo. Ele estaria envolvido em um suposto triângulo amoroso com a palhaça do crime, mas isso foi descartado.

(Inclusive Ben Affleck retorna para o filme fazendo participações nas cenas de flashback de Pistoleiro e Arlequina).

Deu pra entender que os personagens são mal colocados. Isso porque alguns deles a história basicamente é o necessário para o público entender o porquê eles estão ali, e outros nem isso. Capitão Bumerangue, Crocodilo, Katanna e Amarra são bons exemplos. O Capitão Bumerangue é mostrado em uma cena inicial de pouco menos de 2 minutos dele sendo derrotado pelo Flash (Erza Miller). Já Amarra (que só descobri o nome após uma pesquisa) nem se quer é citado na cena inicial onde mostram os personagens da equipe. 

Temos um vilão totalmente aleatório e que não causa nenhum sentimento no público a não ser estranheza. A dancinha de Cara Delavigne para criar mais “humanos monstros” é extremamente desnecessária. Além das falas clichês e sem nexo que são ao longo do filme. Ao chegar nos últimos minutos, não entendemos o que eles estavam fazendo, nem o porquê e nem para que.

O que realmente prejudicou o filme foi a sua própria montagem e o jeito na qual eles quiseram narrar a história. Se reparar bem, o filme é uma grande colcha de retalhos que não faz muito sentido. Ao que parece, vários curtas metragens foram juntados e lançados no cinema como um filme só. Ao longo do enredo percebemos que há um certo receio em fazer aquilo que seria a premissa do filme por completo, matar. É muito notório que a equipe vai se sustentar até o final do filme, isso porque dentro da narrativa ainda continua os flashbacks e as histórias passadas de alguns personagens.

Esquadrão Suicida é um filme que se propõe a ser eletrizante, colorido, animado e com personagens icônicos, mas não mantem este objetivo do começo ao fim. Pois foca seu sentido em apenas dois personagens de atores consagrados e deixam os outros de escanteio como tapa buraco.

Clique aqui e entenda porque Esquadrão Suicida foi um “fracasso”.

Resumindo, as expectativas colocadas antes do lançamento trouxeram fãs para o cinema na esperança de assistirem uma obra prima do século e percebe-se que isso não foi possível. Pela péssima montagem das cenas, enredos mal colocados e explorados, personagens em excesso e falta de mortes, Esquadrão Suicida se salva por ter apresentado uma trilha sonora excelente e excitante, designer de personagens e cores eletrizantes (o que rendeu um Oscar e várias fantasias de Halloween), além de ser o responsável por trazer a Arlequina para os cinemas e o DCEU.