Raya e o Último Dragão, já está disponível no Disney+, infelizmente o lançamento não é gratuito assim como foi com Souls, e o aluguel ainda está com o valor bem salgado, mas isso não desmotivou o sucesso da nova animação. A nova obra está com ótima avaliação no Rotten Tomatos, 97% de aprovação.

Combinando histórias mitológicas de várias culturas do Sudeste Asiático com sua própria visão, o filme é bem ambicioso, e funciona perfeitamente bem para todas as idades, apresentando ao público uma trama divertida e instigante. Ele também contém algumas das imagens mais impressionantes que a Disney já produziu, colocando seus personagens em um mundo que parece clássico e novo ao mesmo tempo.

O Conto de Kumundra

The Surprising Inspirations Behind Raya And The Last Dragon's Land Of  Kumandra

No início vemos a protagonista Raya ( Kelly Marie Tran ), em terras desérticas num clima bem pós apocalipse, a própria nos conta o que aconteceu. A princesa da tribo Coração, sempre ouviu as histórias do último dragão de seu pai Benja (Daniel Dae Kim), e o sacrifício feito por ela para salvar a humanidade de uma praga feroz.

500 anos antes uma força vilã invadia a terra, transformando pessoas em pedra, então os dragões mágicos uniram suas forças e a colocaram em uma pedra e o ultimo Dragão, chamada Sisu a usou para parar salvar a todos. Ela se sacrificou no processo, embora persistam rumores de que ela sobreviveu.

Humanos sendo humanos, ao invés de ficar felizes pela salvação, buscam incessantemente, e o mundo antes unificados acaba, se dividido e acaba residindo com a tribo de Benja e Raya, pois as terras deles foi o campo de batalha, os outros clãs acabam cobiçando a pedra. E é em desses momentos que os desentendimentos entre as tribos fazem com que a pedra se quebre em pedaços e a praga volte novamente.

Os pedaços da pedra ainda contem magia e assim elas são espalhas pela terra.

Pós Quebra da pedra

Is Kumandra based on a real place? Disney's Raya and the Last Dragon -  Radio Times

Anos depois, Raya parte em uma busca para encontrar Sisu (Awkafina), na esperança de que ela pudesse refazer a pedra e salvasse seu pai. Depois de muita procura, a jovem encontra o Dragão, porém nem tudo é tão simples.

“você já fez um trabalho em grupo, onde tinha aquela criança que não fazia nada e ganhava mesma nota?”

Então, o problema é que Sissu na realidade só usou a pedra e quem fez todo o trabalho foram seus irmãos e irmãos.

Porem nem tudo está perdido, ao tocar com o fragmento que está com Raya, a dragão absorve o poder da pedra, endo assim a esperança de estabelece ao montarem um plano de coletar todos os fragmentos para usá-la novamente.

A Jornada

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Mesmo sendo uma animação, a história trata de temas sérios como o luto, e a construção da confiança, em diversos momentos vemos vários personagens falando sobre os entes queridos que perderam para a praga (o que incluí crianças que perderam pais). Fala em como a confiança é algo raro de existir, mas deixando sempre claro que a falta de esperança guia a humanidade em um ciclo de vicioso, não tendo alguém que dê o primeiro passo para a mudança.

Vale ressaltar que o filme consegue abordar tais assunto de modo leve e tocante, te arrancando risadas e lagrimas na mesma intensidade.

A Jornada de Sissu e Raya, é uma total aprendizagem, elas são perseguidas pela princesa do clã presa, Namaari (Gemma Chan), que busca o poder total da pedra. Elasde cruzarem também com vários personagens coadjuvantes memoráveis, um jovem capitão cozinheiro Boun ( Izaac Wang ),  um guerreiro enorme chamado Tong caolho ( Benedict Wong ) e até uma “vigarista”, bebê, que usa sua fofura inegável para rouba nas ruas de seu clã.

 Todos esses personagens foram impactados pela fragmentação da pedra, cada um representa seu clã e acabam formando uma equipe inesquecível e meio duvidosa.

Em certos momentos o filme lembra um Indiana Jones, com todas suas armadilhas nas cavernas, misturado com Princesa Mononoke, em seus traços e a força da heroína.   

Pontos positivos

A animação é impecável quanto ao quesito beleza gráfica, a construção das cidades é RIQUÍSSIMA EM DETALHES. Em alguns momentos você irá achar que está vendo um live-action de tão realista que a animação é.

A fotografia é vívida e repleta de luzes que criam nuances que amplificam o que sentimos ao vermos as cenas, quer seja ela na era do reino de Kumundra ou no cenário apocalíptico.

Outro ponto muito positivo é A dublagem nacional, tendo assistido na voz oficial e somente depois na versão dublada, é perceptível o quanto certas cenas funcionam muito melhor na dublagem, a vida que os dubladores dão aos personagens os toram ainda mais reais.

A lição da Trama

Raya e ultimo dragão, é um filme inteligente sobre um dos grandes temas de nossa era atual - a busca pela unidade. As leituras sociais e políticas do filme retratadas com eficácia, porque se trata de tentar encontrar um terreno comum com uma solução que necessita de todos porem as traições e ganancias trazem divisões.

Uma das muitas coisas que chamou a atenção é o quanto o filme desafia a superficialidade tradicional das animações blockbuster, sabendo que as crianças podem lidar com enredos e temas mais complexos do que Hollywood normalmente oferece.

O longa é um prato cheio para os educadores, podemos assistir "Raya" puramente no nível de um filme de aventura, mas provavelmente também iniciará algumas conversas interessantes com crianças sobre confiança, perdão e coragem.

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O VEREDITO

Em Raya e o Último Dragão, a Disney traz uma história original cheia de elementos surpreendentes, empregando toda a criatividade e imaginação no projeto cheio de aventura e entretenimento com ritmo rápido, assim como visuais inegavelmente impactantes e sequências de ação incrivelmente fascinantes. Além de todos personagens serem extremamente empáticas, divertidas e bem desenvolvidas.

Uma mensagem adorável sobre confiança e tratar os outros com gentileza é, bem transmitida aos espetadores, que espero genuinamente que pais mostrem aos filhos.