Está oficialmente aberta a temporada de filmes natalinos e a dona Netflix não decepcionou esse ano, trazendo vários títulos desde o mês de novembro para entrarmos no clima. E é o caso do filme Um Match Surpresa, que une a premissa do catfishing e perigos da internet ao clima mais amigável e fofo do ano.

Em uma narrativa bem simples o filme traz a desesperada Natalie (Nina Dobrev) que não vê a hora de viver um amor de verdade. Em um mundo bem atual, ela busca seus pretendentes justamente em um aplicativo de relacionamentos, sendo facilmente enganada ou vivendo encontros desastrosos.

Como ela não é boba nem nada, Natalie começa a escrever artigos para uma revista sobre cada uma das suas decepções, o que a faz ganhar dinheiro e manter um emprego com o sucesso que seus problemas fazem entre os leitores.

Só que aí parece que a sorte resolve sorrir para nossa mocinha: ela encontra um perfil de um garoto despretensiosamente e descobre que eles deram match. Aí papo vai, papo vem, chega fim de ano e o carinha joga um verde sobre eles passarem as festas juntos. O que você acha que uma solteirona de trinta anos faz? Isso mesmo, larga tudo e vai atrás do boy do outro lado do país.

O que ela não imagina é que iria cair em um catfishing de Josh (Jimmy O. Yang), um nerd meio sem graça que finge ser um carinha gostosão da cidade. E quando ela descobre a verdade, meus amores, ela só não fica feliz.

E vem aí a grande sacada do filme: achando que tinha sido somente enganada ela descobre que o tal carinha realmente existe e se chama Tag (Darren Barnet) e aí eles formam um trato: ela finge ser namorada de Josh para a família dele o levar a sério e ele vai ajudar Natalie a conquistar o tal Tag. No mínimo ia render um bom artigo.

A história é simples, bem clichê (óbvio) e com referências a outras produções natalinas, o que achei bem legal. Uma pena que Nina e Jimmy possuem zero química e eu não gostei dela no papel, achando sua atuação bem mediana diante de tantos papeis incríveis que ela já protagonizou.

O ponto alto do filme é justamente todas as referências ao natal, sejam ditas ao comparar e reencenar uma cena de Simplesmente Amor ou pelos cenários lindíssimos cheios de árvores e luzes. A fotografia representa bem a essência natalina e nesse ponto não decepciona.

Apesar do seu objetivo característico das produções, dando lições de amor, empatia e lealdade, a história não empolga e não passa de mais um filme que você assiste em um domingo entediante. E olha que isso não é um mal do gênero, a própria Netflix apresenta histórias de Natal muito mais legais.

Assim, mesmo com diálogos que podem arrancar até umas risadas e uma leve militada, esse filme está longe de ser considerado um clássico de Natal. O foco de mostrar um amor moderno (e nem falo só pelo fato deles terem se conhecido na internet) é o grande objetivo do filme, que mostra as fraquezas de um Josh inseguro e de pouca autoestima e uma Natalie disposta a mentir para conquistar o cara perfeito.