O sentimento gerado por ficar sabendo que esse crossover foi algo bem arquitetado (ao menos até agora) é reconfortante e nos traz esperança de uma ótima aventura sem culpa por visitar antigos personagens.

O que está sendo feito, é uma boa reciclagem de plots, os transformando em uma história cativante, bem trabalhada, com ótimos ganchos e gerações de expectativas bem ao estilo da série.

Esse episódio começou através de um possível pesadelo/premonição de Cordelia em que finalmente vimos aquelas cenas da Miss Robinchau’x Academy destruída e a supreme sendo devorada pelos canibais gerados possivelmente pela bomba.

A partir dessa premonição, Cordelia entende que algo de muito ruim realmente está vindo e ela precisa prestar bem atenção em Langdon e todo o seu potencial como uma suprema, aceitando finalmente que ele faça o teste Seven Wonders. Myrtle fica completamente transtornada e provando ser a rainha da sensatez, diz que homens não sabem lidar com o poder e explica que quem ela acha ser uma possível nova suprema está ali, bem diante dos olhos delas e o melhor, dentro do coven, Mallory.

Falando em Mallory, ficamos sabendo que sua relação com Coco vem de muito antes, pois junto de seu pai podre de rico, a personagem mais forçada dessa temporada, foi apresentada como uma aluna da academia, com um poder super legal de detectar o glúten nas comidas e a única coisa que posso dizer é, parabéns Ryan Murphy ou qualquer pessoa que tenha tido essa sacada no roteiro. Coco é uma chata fútil até nos seus poderes.

Ainda sobre Coco, acho um saco a atriz ficar agindo como uma adolescente até na forma de falar. É compreensível que a personagem é um ser mimado e extremamente narcisista, mas ela poderia ser um pouco menos superficial.

De volta ao buraco dos Warlocks, ao preparar Langdon para o teste, John Henry finalmente percebe o quanto a poc satânica tinha potencial para maldade e tenta avisar ao Coven o que estava acontecendo, mas é obviamente impedido por meio de Mead, sendo degolado e possivelmente queimado em um posto de gasolina no meio da noite, no meio do nada. Além disso, Ariel sabia de tudo e contou para a Costance robô, mostrando que ele realmente quer ver o Coven queimar para sempre e Cordelia sair do poder.

O episódio nos dá um presente apresentando o aguardado Seven Wonders na mesma estética em que foi apresentado lá na terceira temporada, como um claro recurso de roteiro para não ficar repetitivo e chato, já que vimos isso antes. Como era de se esperar, Langdon passa com maestria, até chegar no Descensum. Inteligentíssima, Cordelia dá um desafio extra e pede para o ainda projeto de poc ir até o inferno e trazer Misty Day de volta.

A poc não só cumpre sua missão como também deixa uma péssima impressão na bruxa das boas energias, que ao ter a primeira conversa com sua verdadeira suprema, conta que enxergou uma maldade que nunca viu antes em seu “salvador” e que teme o que pode acontecer.

Cordelia finalmente revela seu plano e conta que nunca achou que Langdon fosse a próxima suprema, mas que fez isso tudo pra ver o quanto ele é forte e que o melhor disso tudo é que ele fez isso, trazendo todas as bruxas de volta, deixando o Coven armadíssimo para o futuro tenebroso. Tentando se preparar para entender o inimigo, Cordelia conta a Madison o quanto Michael Langdon é perigoso e manda a bruxa junto a Behold - que estava escutando toda a conversa e sente um mal pressentimento sobre o que aconteceu a John Henry que o tinha avisado sobre a maldade de Langdon.

Os dois são enviados para investigar tudo sobre o anticristo, onde tudo começou. Sim, a Murder House.

Esse foi mais um episódio divertido, que nos trouxe ótimas aspectos que já conhecíamos sobre a série, dando segmento ao ótimo episódio anterior e nos fazendo criar altas expectativas para o desenrolar dessa temporada. Já sabemos que o próximo episódio será um especial com o grande retorno à Murder House e isso pode trazer muitas surpresas, principalmente com o retorno de Jessica Lange como Constance Langdon, a avó do anticristo.

HIGHLIGHTS:

1 – O que foi a reconstrução do inferno de Misty Day? Incrível como recriaram todos os detalhes de uma cena filmada há tanto tempo.

2 – Stevie Nicks tinha que estar presente nesse episódio, ponto final.

3 – John Henry foi burro e mereceu morrer.

4 – Kathy Bates parece estar mostrando finalmente a que veio.