“Eu tenho que fazer as coisas do meu jeito, querido
Será que você vai me deixar?
Será que você vai me respeitar? Não
Fazer as coisas do meu jeito, querido
Você deveria apenas me deixar
Por que você nunca vai me deixar crescer?”

Esse é o verso da música Consideration de Rihanna que encerra o episódio e resume tão bem a situação de mulheres subjugadas por figuras masculinas, independente do ambiente, seja ele dentro ou fora do “ceio familiar”. A mulher é encarada como uma figura que precisa sempre ser guiada, seguindo ordens, pois não possui capacidade de fazer as coisas sozinha, ao menos não com a “mesma qualidade” que um homem pode, pois este é naturalmente mais hábil.

É claro que esse argumento não vale para tudo, sabemos muito bem para o que a mulher deve servir...

 

 

A Situação de Serena está cada vez mais agoniante. Nessa semana, o comandante Waterford decidiu que eles iam ao Canadá para “compromissos diplomáticos” ou algo do tipo. Serena é praticamente forçada a ir, com um Mr Waterford cada vez mais assustador e bem diferente daquele aliado que vimos no episódio 2x06 “First Blood”, sua mulher agora o teme mais do que nunca. Não dá pra saber se essa relação já era assim antes, mas agora fica bem claro o quanto Serena quer distância de Fred.

Quando finalmente chegam ao Canadá, tivemos uma espécie de recepção normal demais para representantes de uma “nação” como Gilead.

Eu me pergunto, esses representantes do Canadá, o que restou dos Estados Unidos ou o que seja, não sabem o que acontece lá em Gilead? Sim, sei que devido as relações econômicas ou territoriais, deve-se existir uma diplomacia entre líderes de diferentes estados, porém, nesse caso a situação é bem gritante e principalmente comparado ao fim do episódio, mas irei falar disso mais à frente.

O mais interessante desse “passeio”, foi ver mais uma vez mais claro do que água, que Serena não aguenta mais essa vida de esposa recatada, frígida e do lar. A cena em que observa as pessoas livres através da janela foi bem sugestiva e óbvia demais, porém ainda assim, interessante e deixou ainda mais claro o que pode acontecer. Mais intrigante foi enxergar como Serena se sentiu envergonhada por seu papel, ver todas aquelas pessoas livres e ao mesmo tempo a odiando de várias formas diferentes, da mais agressiva a mais sucinta, que com certeza foi a que pareceu doer mais.

Finalmente, quando é confrontada sobre uma possível fuga ou uma tentativa de denúncia sobre o que acontece de fato em Gilead, Serena hesita, mas rapidamente desiste e prefere esperar o filho de June nascer.

Falando em June, ficamos sabendo logo no início do episódio que a handmaid não vai poder ficar com o bebê após dar à luz. O que me pareceu em boa parte do episódio foi que June não tinha mais plano nenhum bolado em sua cabeça ou que simplesmente havia desistido. Confesso que cheguei a me decepcionar um pouco, mas ao mesmo tempo desconfiava que os resultados da visita ao Canadá seriam satisfatórios de alguma forma e fariam June rever seus planos.

 

 

Felizmente. Nick encontra Luke revelando que June está grávida, após isso entrega as cartas pertencentes a várias handmaids, contando suas “vivências” em Gilead. Primeiramente devo dizer que foi muito bom ver o marido de June sendo algo além disso e servindo para alguma coisa realmente importante, embora eu ainda não vá com a cara dele.

Mas esse encontro está longe de servir apenas pra isso.

Luke divulga todas as cartas e os senhores Waterford são expulsos do Canadá o mais rápido possível em meio a protestos que vão ficando cada vez mais violentos.

No fim, finalmente June fica sabendo que Luke e Moira estão vivos e ainda bem que os roteiristas não foram pelo caminho clichê onde Nick iria esconder a verdade de June para ela não saber que seu marido está vivo só porque ele ama ela. Foi bem mais legal ver o quanto ele foi honesto e ainda disse que a amava.

Contudo o que importa é que o que eu desconfiava se confirmou. A notícia de que Moira conseguiu fugir misturada a esperança de saber que seu marido está vivo e a salvo deu a June força o suficiente e que a estava faltando nesse episódio, e realmente parecia que ela estava entregando os pontos pedindo ajuda até da Tia Lydia para cuidar do bebê ao perceber o que iria acontecer a sua criança quando fosse embora.

“Um homem que agride uma mulher também é capaz de ser violento com uma criança”

Unindo seu medo à sua força, June parece ter entendido que deixar sua criança ali não é mais uma opção a se considerar. O Episódio se conclui com uma June sedenta por liberdade de si mesma e de seu bebê.

“Eu sei que deveria aceitar a realidade de você nascer aqui, ficar em paz, mas que se f*oda”

 

Highlights

- Moira continua sendo a melhor pessoa e bem mais legal e corajosa que o c*zão do Luke

- Janine e suas frases nunca decepcionam, porém espero que ela esteja bem depois do que aconteceu...

- Não sei se estou louco mas notei uma certa aproximação entre Isaac (O Substituto temporário de Nick) com Eden. Isso provavelmente serviu como plot de preparação para a revolta da garota no próximo episódio por Nick não demonstrar nenhum sentimento em relação a ela.

- Espero que essa ausência de Emily seja recompensada até o fim dessa temporada.