Riverdale chegou a sua season finale após um longo andar em círculos de metade dos episódios da temporada e uma enorme quantidade de plots. Apesar da história beirar a chatice em muitos momentos, o final me surpreendeu de maneira positiva por não seguir a narrativa sobrenatural que vinham deixando escapar.

O grande alívio do fim dessa temporada é finalmente dar adeus para Black Hoodie e G&G. O primeiro, que achávamos ter sido concluído há tempos, voltou no final depois de tanta aproximação forçada de Betty (Lili Reinhart) com o pai. O segundo nunca me entrou com toda a mística que envolvia o Rei Gárgula. Sempre achei a história chata e infantil e, apesar de entender o mínimo que seja, não gostei do personagem que o fez e sua motivação.

Penelópe Blossom (Nathalie Boltt) também não sabe levar nas costas o grande peso de ser a vilã. Ela é uma mera coadjuvante de um terror mal feito e cansativo.

O plot envolvendo Hiran (Mark Consuelos) também foi estendido demais para acabar como acabou. Veronica (Camila Mendes) ficou a mercê dessa história, sem grandes protagonismos e fazendo poucas participações nas histórias alheias. Ela foi totalmente deixada de lado e sempre sendo a coadjuvante, seja com Hiran, Reggie (Charles Melton) ou Archie (KJ Arpa).

A Fazenda foi a narrativa mais interessante de toda a temporada, uma pena que demorou tanto para de fato se desenrolar suas histórias. Edgar (Chad Michael Murray) demorou uma eternidade para aparecer (ninguém aguentava mais a Evelyn (Zoe De Grand Maison) chata na escola), mas todas as descobertas foram legais, incluindo o final da hipnose fajuta e o mercado negro dos órgãos.

É assustador como as pessoas se deixam cegar por seitas e religiosidades. Não que seja de uma maneira ruim, mas elas ficam completamente a mercê e total sem desconfianças do que estão sendo submetidas. A humanidade é realmente muito frágil mentalmente.

Eu só não gostei da Alice (Madchen Amick) sendo informante do FBI, achei muito nada haver, bem como o ressurgimento de Charles (Wyatt Nash) que todo mundo achou estar morto. Aleatoriedade vibe Cheryl  (Madeleine Petsch) louca conversando com um cadáver.

Eu não vejo a hora de acabarem com essas gangues nada haver que estão sendo introduzidas. Para mim só existem os Serpentes. A gangue da Toni (Vanessa Morgan) até é legalzinha, porém sem muita estrela. Seria mais interessante se eles se juntassem e pronto, acabar com essas besteiras.

Agora temos que destacar aqui o cara que mais viveu mais plots nessa temporada: Archie Andrews. Ele foi de preso, fugitivo, atacado, boxeador, quase morreu umas 30 vezes, namorou a Josie (Ashleigh Murray) e se envolveu em toda e qualquer investigação de Jughead (Cole Sprouse). Isso é que é um mil e uma utilidades! E de todas essas histórias, poucas foram de fato importantes para o andamento da narrativa principal. Só mais uma forma de encher o tempo em tela.

Também preciso fazer um comentário: Riverdale precisa acabar com essa mania do penúltimo episódio ter mais cara de season finale que o último de fato. Total sem noção, o último episódio fica parecendo mais uma falta do que mostrar, uma enrolação sem fim.

Quanto a última cena, eu confesso que me deu mais ânimo a continuar a acompanhar a série, já que parece que vamos seguir algo não tão mocinho e inocente, e partir para uma vibe meio PLL, cheia de segredos e coisas a serem ocultas.

É muito mais interessante trabalhar com a premissa de jovens que erram do que a de jovens que ajudam, ou faz mais, que a polícia e são mais adultos que os próprios adultos. As vezes a gente até esquece que eles ainda estão no colégio com tanto a se gerenciar fora dele.

A gente continua torcendo que na próxima temporada não surjam vampiros ou mais serial killers, afinal já manjou até tentar ressuscitar o povo dos mortos, ou qualquer sugestão sobrenatural que tenham dado.