O diabão mais querido da internet está de volta! Na última sexta-feira (28), os episódios finais da parte B da 5ª temporada de Lucifer chegaram à Netflix. Com humor e drama equilibrados, a penúltima temporada trouxe acontecimentos que nos encaminham bem para o fim da série, na 6ª temporada.

Este terceiro ano da produção nas mãos da Dona Netflix serviu para nos comprovar que, o fato de a gigante dos streamings ter adquirido os direitos autorais da série lá em 2018, foi a melhor decisão. Desde então, a partir da 4ª temporada conseguimos enxergar mais qualidade em Lucifer, tanto em direção e roteiro, como em foco no arco sobrenatural da série e no desenvolvimento das personagens.

A temporada 5B começa no exato momento em que a temporada 5A finalizou: Deus aparece enquanto os irmãos Lucifer, Miguel e Amenadiel estão lutando, após enfrentar as manipulações do gêmeo mau. Deus aparece apenas como um pai que não quer que suas crianças briguem. Assim, os irmãos precisam lidar com a presença do pai no mundo terrestre e com a informação de que ele irá se "aposentar" e que precisa de um sucessor.

A aparição de Deus na série era algo que os fãs já esperavam há algumas temporadas. Ora, se já conhecíamos o diabo, o inferno e alguns anjos, também precisávamos ser apresentados a Deus e ao céu. E essa parte B trouxe essas duas coisas, mas para isso, também utilizou de referências e elementos que já vimos na série em temporadas anteriores.

Deus (Dennis Haysbert) e Lucifer (Tom Ellis). Foto: Netflix.

O fato é que Deus veio à Terra, seus poderes estão falhando e ele pode destruir o mundo. Familiar com a 2ª temporada, não? Quando a Deusa da Criação estava entre os humanos e sua permanência na Terra ameaçava a existência de todos.

Passada essa referência, Deus, apesar de nos causar uma desconfiança inicial, se mostra um personagem misterioso e muito divertido, sendo responsável por boas doses de risadas entre os episódios. Mas sua participação na série se resume a isso e a tentar corrigir os erros de sua ausência paterna, quando esperávamos por respostas e alguma grande ação de sua parte.

E por falar em ação, essa segunda leva de episódios da 5ª temporada conta com menos dose desse elemento que a parte A e até mesmo a 4ª temporada tiveram, o que, para quem estava acostumado, precisou enfrentar alguns episódios com um ritmo mais lento, mas que é corrigido da metade dos episódios até o final da temporada.

Que Lucifer é um exímio cantor e pianista, já sabemos. Mas, nesta temporada 5B pudemos ver outros personagens soltando a voz e realizando números musicais no episódio Karaôke Celestial, o que, para os fãs de musical foi um prato cheio, ao passo em que quem não curte muito o gênero, pode não gostar, mesmo todos os números fazendo referência aos personagens e aos conflitos enfrentados por eles durante o episódio e até mesmo, durante a série. Destaque para Maze, durante o número de "Bad to the Bone".

Lucifer (Tom Ellis) e Chloe (Lauren German) durante episódio musical. Foto: Netflix.

Com o final da série se aproximando, essa parte B nos trouxe personagens já conhecidos, como a Deusa da Criação (Tricia Helfer), para completar um arco, e Eva (Inbar Lavi), para continuar mostrando a evolução dela mesma e de Maze. Falando em Maze, ela está em sua melhor forma, cultivando sua alma, se tornando a Rainha do Inferno e se permitindo o risco de amar e se relacionar. Aqui, devemos abrir um espaço de agradecimento à atriz Lesley-Ann Brandt, que vinha lutando ao longo das temporadas por mais desenvolvimento para a personagem e para que seu romance com Eva fosse mais explorado.

Maze (Lesley-Ann Brandt) e Eva (Inbar Lavi). Foto: Netflix.

Mas nem só de felicidade vive esta temporada. Tivemos que enfrentar a morte violenta de Dan (Kevin Alejandro), que mesmo não sendo um personagem tão querido, vinha ganhando mais destaque nas duas últimas temporadas e levantava questões importantes sobre a culpa. 

Já a personagem Ella (Aimee Garcia), querida por muitos, senão por todos, ficou um pouco mais apagada, não tendo um aprofundamento tão trabalhado como as outras personagens, porém, sua revelação sobre não ser tão boa como todos pensam e que ela tem uma escuridão dentro de si, devem ter desfecho na última temporada, assim como a descoberta da verdade sobre Lucifer, visto que Ella segue sendo a única que ainda não sabe toda a verdade.

Miguel, irmão gêmeo de Lucifer e personagem bastante complexo continua insuportável nessa parte B, usando de toda sua manipulação e covardia para ser o sucessor de Deus (Dennis Haysbert). A atuação de Tom Ellis está ainda mais impecável: dando vida aos dois irmãos, ele consegue adaptar a sua postura e até o sotaque para cada personagem, o que torna tudo ainda mais verossímil.

A luta entre os irmãos foi um dos pontos altos desse final de temporada, trazendo boas cenas de ação, capazes de fazer os fãs vibrarem e sofrerem num ritmo quase que idêntico. Chloe (Lauren German) também teve seu destaque nas cenas de ação finais e protagonizou, junto com Lucifer, os momentos de maior intensidade do casal Deckerstar que já vimos durante a série. 

Com a ação da série destinada aos episódios finais, a 5B se encarregou de dar início às resoluções dos personagens para nos encaminhar para a 6ª temporada. Dessa forma, foi uma temporada que serviu como o início da despedida que precisaremos enfrentar em 2022.

Mas, ainda temos questões a serem esclarecidas e aprofundadas, uma delas é: Qual a função de Chloe enquanto presente de Deus para Lucifer? Bom, a pergunta pode ter sido respondida ao final da temporada, já que Chloe foi criada para um propósito do plano de Deus para Lucifer. Trazendo temas como família, busca por atenção e amor do pai, luto e autoaceitação, a série segue nos provando que somos mais que as histórias que contam de nós mesmos.