Jim Gordon (Ben McKenzie) e Bruce Wayne (David Mazouz) enfrentam o caos que Gotham City se tornou. Sua missão de manter a cidade segura torna-se mais complicada, à medida que os vilões que sobreviveram ao ataque à cidade começam a ressurgir e reivindicar vários territórios.

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Gotham é, sem dúvidas nenhuma, uma das séries que mais sofreu mudanças ao longo dos seus cinco anos. Com um começo que tinha o protagonismo centrado em Jim Gordon e os crimes da semana, a série não empolgou em seu primeiro ano. Foi então, que os produtores perceberam que os fãs queriam uma história focada nos vilões clássicos do Batman e não em um protagonista e seu parceiro sem graça. A segunda temporada, então, trouxe uma abordagem interessante: dividir seus obrigatórios 22 episódios em duas histórias.

O terceiro capítulo assumiu mais os elementos bizarros das histórias do Homem-Morcego. Foi um show de horror (no bom sentido), com direito a vários personagens retornarem da morte. Também vimos uma evolução no pequeno Bruce Wayne. O que começou com um personagem mal utilizado, virou a solução para mover a trama assim por diante. O terceiro ano conseguiu desenvolver melhor a relação de Bruce e Jerome Valeska (Cameron Monaghan), o suposto Coringa e que havia sido desperdiçado na temporada anterior. Chegava a hora de contar a origem do Batman. E essa foi a função da quarta temporada, ela colocou tudo que precisava para preparar o terreno de seu futuro herói. Cada inimigo teve um número de episódios para chamar de seu. Espantalho (Charlie Tahan), Hera Venenosa (Peyton List), Jeremiah Valeska, irmão gêmeo de Jerome, e Ra's Al Ghul (Alexander Siddig) foram os que mais se destacaram. No final da quarta jornada, vimos pela primeira vez uma Gotham City toda destruída, abandonada e com cada território sendo dominado por um certo vilão, algo que só foi visto em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Restava a dúvida se Gotham retornaria para mais uma temporada. Voltou, mas com um porém: o quinto ano séria o último. Baseada na HQ "Terra de Ninguém", a quinta temporada chegava para concluir os arcos de seus personagens e mostrar a tão esperada a transformação de Bruce Wayne no Batman.

Gotham | Batman aparece em novo teaser do episódio final

Com tudo isso, parecia que a série entregaria um final fabuloso, mas não foi bem assim. O último ano contou com poucos episódios dessa vez, e isso não foi o suficiente. É fácil notar a pressa do roteiro em fazer essa grande história caber em míseros 12 episódios. E dois fillers não ajudaram muito. 

O episódio final traz uma história muito fraca e arrastada, com poucos momentos bons. O que ainda da pra salvar é a relação da dupla Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor) e Edward Nygma (Cory Michael Smith) e a aparição do Batman. Beleza, o personagem fica nas sombras o tempo todo, mas a sua presença é sentida. E o momento em que ele captura o Pinguim e o Charada, traz um tom de comédia, lembrando muito a o seriado dos anos 60. Ao contrário de Smallville, a série não tem medo de mostrar o seu herói com o uniforme. E daí que a roupa parece ter saído de uma paródia porno?O que importa é o momento que o vimos pela primeira vez. Até pode ser visto algumas inspirações da trilogia de Christopher Nolan. Diferente de Selina Kyle, Bruce Wayne não aparece em forma adulta, tirando a oportunidade de ver o lado bilionário, playboy e filantropo.   

E onde estavam os outros vilões que foram mencionados no começo? Espantalho e Mr. Freeze (Nathan Darrow) nem aparecem para trazer o caos que fizeram no passado. O visual do Ceifador do Medo estava excelente, atropelando a versão mostrada em Batman Begins. Já Victor Freeze, nós faz esquecer daquele personagem horroroso interpretado por Arnold Schwarzenegger. É uma pena que ambos não puderam ter espaço para brilhar.

Por outro lado, não posso negar que essa temporada foi a que mais tentou se aproximar dos quadrinhos. Desde os trailers e materiais divulgados, vimos que teríamos a origem de vários inimigos do universo do Homem-Morcego. Bane, Arlequina, Mulher-Gato e Coringa foram os escolhidos.

A relação amorosa de Bruce e Selina (Camren Bicondova) foi incrível do começo ao fim, mostrando algo que nunca havia sido tão bem desenvolvido. Uma das coisas mais criticadas pelo público, foi o uniforme que Eduardo Dorrance (Shane West) iria usar. Mesmo sendo muito estranho, o traje não tira o perigo do vilão, que mais uma vez foi escrito como um ajudante. Eu ainda estou esperando ver uma versão do Bane em que ele trabalhe sozinho. Agora falando de Cameron Monaghan, que é a melhor escalação da série, não pode ser deixado de lado a sua atuação. Não tenho medo de dizer que ele é o melhor ator, depois de Heath Ledger, que interpretou o Coringa. O seu personagem é a mistura da versão piadista de Jack Nicholson e a psicopata de Ledger. A sua última transformação, é a mais aterrorizante possível.

Gotham não tem a mesma qualidade e o respeito de Demolidor e Titãs, mas não pode ser deixado de lado que ela soube usar com cuidado seu personagem central. 

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