O Clube das Winx é um daqueles desenhos que marcou uma geração, seja menina ou menino. Ambos os lados sempre ficavam ligados quando a sua exibição começava pela manhã no Bom Dia & Cia. Era muito divertido de como a animação combinava a fantasia, cores, dramas e lutas para contar a história de Bloom e suas amigas. Outra coisa memorável era o tema de abertura, que fazem os fãs mais velhos cantarem até hoje. 

Toda essa qualidade do desenho fazia os fãs esperarem por uma adaptação bem descente e fiel feita pela Netlfix. Mas essa não foi bem a intenção do primeiro ano de Fate: A Saga Winx. Parece que os realizadores pegaram o desenho clássico como base e resolveram fazer uma mistura com Riverdale, O Mundo Sombrio de Sabrina e um pouco de X-Men. Essa combinação podia resultar em um desastre, mas a série consegue ser até que assistível, mesmo que tenha que passar por alguns clichês conhecidos.

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Do lado bom da história, Stella (Hannah van der Westhuysen) foi a que mais conseguiu ter um bom desenvolvimento ao longo dos 6 episódios. Por mais que no início possa parecer aquele estereótipo de garota riquinha e mimada, a personagem vai ganhando mais aprofundamento quando é mostrado a sua relação conturbada com sua mãe e seu ex-namorado Sky (Danny Griffin). Musa (Elisha Applebaum) também ganha espaço o suficiente para conhecemos seus conflitos como fada. Terra (Eliot Salt), que é uma adaptação da personagem Flora, consegue ganhar a nossa simpatia.

O lado ruim fica por conta de Aisha (Precious Mustapha). A personagem simplesmente aparece nos momentos de extrema urgência para salvar a vida de Bloom e dar conselhos de bom senso para a protagonista. Embora tome boas decisões, Aisha não tem muito de sua história pessoal revelada para mostrar o porquê dela ter essas atitudes.

Ao focar em vários dramas e romances dos adolescentes, a mitologia de Alfea, a escola que treina as fadas, fica de fora. Apenas parece um lugar qualquer que treina jovens com poderes. Não tem nada que a faça ser diferente das outras escolas desse mesmo gênero. E a escolha da produção em usar um tom sombrio tira toda a magia e fantasia. O melhor e mais corajoso momento da série é quando Bloom (Abigail Cowen) tem uma breve transformação em fada no episódio final.

A primeira temporada é até boa como um teste. Seria errado da minha parte se eu não admitisse que o episódio final trouxe reviravoltas o suficiente para que o público fique curioso para o que vai acontecer no próximo ano.

Os roteiristas precisam melhorar se querem que a série tenha qualidade e dure bastante. Talvez, a melhor solução seja aceitar todo o lado fantástico, trazer aquele tom alegre e colorido que o desenho clássico tem, sem esquecer das transformações das Winx.

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