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Assista ao trailer: The Originals (5ª Temporada) Trailer legendado Comic-Con® 2017
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O spin-off de The Vampire Diaries surgiu em meio de muitos protestos e muitas comemorações pela nova história. Sem dúvida a família Mikaelson tinha mostrado muito cacife e carisma para ter a sua própria série e assim seguimos. Em meio as suas cinco temporadas houve muitos acertos, mas um monte de atrapalhadas e mais do mesmo também. A narrativa já era muito previsível se tratando de Julie Plec. Todos nós já sabíamos de como ela trabalhava depois da extensa saga de TVD.

Traçados como os mais poderosos vampiros totalmente imortais, os Originais saíram de Mystic Falls para uma nova história em Nova Orleans. O drama familiar sempre foi uma característica entre os irmãos e pesou durante todas as temporadas. A busca pela redenção de Klaus (Joseph Morgan), o nascimento de Hope (Danielle Rose Russell)  e a relação de todos com Hayley (Phoebe Tonkin) foi o marco principal de todos os plots envolvendo a família. A última temporada começou com uma Hope já adolescente que frequentava uma escola para crianças sobrenaturais. O plot da magia negra do Hollow continuou, com ele habitando dentro da garota a enfraquecendo e fazendo com que cada um dos irmãos ficasse longe um do outro.

Lógico que essa separação deixou grandes cicatrizes: para sair da cidade Elijah (Daniel Gilles) teve que perder a memória e Hope iria ficar sem o pai. Consequências de uma escolha necessária, a menina se torna uma rebelde que faz de tudo para chamar a atenção do pai numa tentativa de tê-lo por perto.

Paralelo à magia negra, um clã de vampiros a moda antiga aparece buscando vingança contra Klaus por uma morte no passado (entre as outras milhões que ele já causou). O plot era cansativo e fraco, pois todos nós sabíamos que a tal vampira não tinha cacife de derrotar Klaus mesmo com o sequestro de Hayley, a tolice de Hope e o envolvimento de Elijah com a filha da família vingativa.

Se aproveitando da oportunidade, Julie Plec resolveu mostrar que não tem pena e levou um dos personagens que o público mais amava. A morte mais triste da temporada foi a de Hayley que teve sua vida ceifada por Elijah na frente da filha e de Klaus. Vou dizer: desnecessária essa tentativa de mostrar poder sobre o roteiro, o que fez os fãs ficarem cada vez mais furiosos.

Nos deparamos com uma Hope cada vez mais descontrolada e enfraquecida, agora órfã de mãe. Klaus teve que assumir o papel de pai (graças a Deus) o que resultou na tão sonhada humanização do personagem. Confesso que esperei por isso há muito tempo, pois nunca consegui odiar o personagem.

Depois da morte de Hayley foi muito fácil arquitetar o final da série, que foi simples, bonito e necessário para o encerramento do ciclo. Tivemos todos os diálogos necessários e um adeus emocionante dos nossos vampiros.

O grande destaque sem dúvidas nenhuma são as atuações. Joseph Morgan é um monstro da atuação e entrega exatamente o necessário. Phoebe Tonkin brilhou ainda mais na pele Hayley, que mostrou todo o potencial que estava escondido em TVD. Daniel Gilles é um verdadeiro gentleman e nos fez apaixonar e odiar Elijah com todas as nossas forças.  A direção foi outro ponto muito bem acertado, que nos rendeu takes maravilhosos dos nossos personagens.

Nesses cinco anos The Originals foi um tanto quanto repetitiva e ás vezes um monte de tempo em cena para encher linguiça. O grande acerto foi reduzir os episódios a 13, pois assim poupava muita conversa sem sentido. A série sobre a família original não foi um erro e nos apresentou grandes personagens queridos, mas por muitas vezes a mão de Julie Plec pesou e nos fez decepcionar e pensar duas vezes se aquilo era realmente necessário.

E por falar em necessário, ficou aí a continuidade para Hope, que irá ganhar uma nova série própria, Legacies. Torcemos para que Julie Plec ainda tenha fôlego para segurar mais uma narrativa sobrenatural. Ou não.