play_arrow
Assista ao trailer: Game of Thrones | 8a. Temporada | Trailer Oficial (HBO)
videocam

Quando uma série como Game of thrones chega à sua jornada final, ao menos, na mesma forma que foi apresentada ao público, é triste, mas também não podemos deixar de lembrar que a conclusão para tantos personagens, mesmo que não seja das melhores também é um bom ponto, pois demonstra o compromisso do roteiro em dar um fim a todo esse universo incrível.

Esse foi um episódio que desde o início e como já havia sido prometido por David Benioff e D. B. Weiss, os produtores da série, iria homenagear as origens de tudo. De início fiquei com medo achando que isso poderia ficar piegas demais pra o que conhecemos do roteiro tão incrível e inesperado da produção, mas só quando vi como fizeram isso, entendi a grandeza do que foi apresentado.

Correndo pelas construções e subindo nas árvores de Winterfell, um garotinho tenta enxergar melhor uma grande comitiva que estava chegando. Perto dali, Arya, também observava a chegada de seu irmão, agora ao lado de uma rainha e completamente diferente da última vez que ela o viu, assim como ela, que também foi transformada.

 Toda a cena é uma grande referência ao Bran da primeira temporada, quando tenta acompanhar a chegada do Rei Robert Baratheon e daqueles que iriam mudar o seu e o futuro de todos ali pra sempre, o que não difere muito de agora. Enquanto isso, Arya, diferente da cena do episódio piloto da série, agora não parece tão desesperada ou curiosa com aquilo tudo, espera ansiosa, instigada e sem medo quando vê as novidades chegando à sua casa provando que apesar das mudanças, ela ainda é aquela menina destemida que conhecemos.

Indo para a trama real do episódio, a chegada de Daenerys e Jon Snow, lado a lado com os Imaculados e Drothakis gerou uma reação negativa no “povo teimoso do norte” como diz o próprio Jon. O fato do “rei do norte” ter dobrado os joelhos para uma rainha estrangeira, como esperado, não foi bem encarado, principalmente quando essa é considerada a mãe dos dragões.

Inclusive a cena de Drogon e Rhaegal sobrevoando Winterfell pela primeira vez enquanto todos corriam de medo foi impagável.

Resumindo esse início, Daenerys foi recebida com hostilidade de fato. É compreensível que Sansa que agora está tão bem como A Lady de Winterfell, não tenha curtido muito “a nova namoradinha” que seu irmão decidiu chamar de rainha, se rebaixando, mas essa coisa deles colocarem as duas pra ficar jogando shades e olhares furtivos uma na outra não achei muito legal, apesar do olhar de Emilia Clarke (Daenerys) ser impagável nas cenas.

Os roteiristas

Os reencontros foram os grandes verdadeiros destaques desse primeiro episódio, mas dois me chamaram atenção. Tyrion finalmente vendo quem Sansa se tornou com o tempo, algo que ele mesmo já previa que aconteceria lá na segunda temporada.

Enquanto o anão mais inteligente de Westeros falava sobre a possibilidade do exército de Cersei vir a Winterfell, o que talvez não fosse agradável pra Sansa, a Lady de Winterfell manteve a pose e disse claramente não acreditar que o exército Lannister realmente viria ao norte com autorização de sua rainha.

Achei que você fosse o cara mais inteligente que eu já conheci”, respondeu Sansa.

E de fato, a gente sabe o quanto Tyrion é inteligente e estrategista... E se na verdade ele sabia o tempo todo que o exército não viria e por algum motivo não falou nada?

Não podemos confirmar nada, porém o fim da cena me deixou um pouco confuso, pois Bran bem ali sentadinho na sua cadeira, observava a conversa toda e quando Sansa vai embora, ele olha Tyrion bem nos olhos como se soubesse de algo, o que provavelmente, sendo relacionado a uma possível traição à Dany ou não, é verdade, pois ele não é o Corvo de três olhos à toa.

O outro grande reencontro foi entre Arya e Jon, que protagonizaram a cena mais bonita e genuína do episódio e que chegou a me emocionar, mesmo que o Kit Harington (Jon Snow), mais uma vez, não tenha conseguido derramar uma lágrima.

A relação entre Jon e Daenerys pela segunda vez desde que finalmente entendemos que eles iam ficar juntos, não foi tão bem trabalhada aqui. As cenas “românticas” entre os dois destoaram um pouco demais do momento da narrativa e da personalidade dos dois, principalmente da Mãe dos dragões. A cena em que eles sobrevoam com os dragões, e Jon finalmente conseguindo montar Rhaegal, foi interessante dando pra entender que foi necessária porque ele provavelmente vai montar junto com Dany durante a grande guerra.

Porém, como nada é perfeito, a conclusão da cena com os dois em uma cachoeira perdida foi estranha e não encaixou nem um pouco com o que eles realmente fariam. Lembrou a cena em que Jon mostra os desenhos dos primeiros homens dentro da caverna lá em Dragonstone, que também pareceu uma cena forçação de barra e sinceramente, não precisava.

O que me consola é que esse não é um problema dos atores nesse caso, pois acredito sim que eles possuem química juntos, mas nessas duas cenas específicas o roteiro não soube lidar com a relação.

Indo lá para o sul, Cersei continua destemida e sem baixar a cabeça como sempre. Sozinha e abandonada pelos dois irmãos, a rainha que continua bebendo seu vinho e fazendo cara de deboche não ficou muito feliz quando descobriu que a Companhia dourada estava um pouco desfalcada e que não ia ter elefante nenhum.

A gente entendeu o motivo da sua raiva, Cersei...

Enquanto isso, Euron, tentou se aproveitar do momento e tentou mais uma vez uma chance de ir pra cama com a rainha dos sete reinos e dessa vez conseguiu. O melhor de tudo foi Cersei debochadíssima mesmo cedendo.

E onde estava Bronn esse tempo todo?

Se você chutou o bordel, acertou em cheio, pois o amigo dos Lannisters recebeu uma proposta da rainha para ir a Winterfell e matar os dois com a mesma besta que Tyrion assassinou Twin, pois Cersei não poderia deixar o deboche de lado mesmo quando manda matar a própria família, né?

Porém acho que isso só foi uma desculpa pra o soldado ir pra o norte e participar da guerra, não acho que ele vai ceder ao ouro, já deu pra perceber que o cara que gosta de falar sobre p*us pode ser mais leal aos amigos do que à riqueza. Lembrem da batalha lá no episódio quatro da temporada passada...

Finalmente descobrimos que os amigos Tormund e Beric Dondarrion estão vivos depois de simplesmente sobreviverem à queda da muralha, o que gerou um dos melhores momentos do episódios com o grandão sendo confundido com um walker pelos amigos da patrulha da noite.

Nesse momento eles acabaram achando o menino Ambar, morto numa cena horrível em seu castelo e quase que o ruivo foi morto de verdade quando o garoto acordou como um walker. O símbolo estranho apareceu mais uma vez pra indicar que o rei da noite realmente chegou a Winterfell.

No geral, esse foi um episódio clássico de início de temporada de Game of Thrones, apresentando reencontros e criando motivações para os personagens. Quem esperava já um vestígio da grande batalha se decepcionou, mas sinceramente, acredito que teremos esse momento e de forma bem mais legal, lá pela frente, no momento certo.

HIGHLIGHTS DO EPISÓDIO:

1 - A abertura totalmente reformulada, com a muralha derrubada e Westeros ficando cada vez mais branca (congelada) pra dizer que o inverno realmente chegou e que não vem coisa boa por aí...

2 – Sam descobrindo que Daenerys matou seu pai e seu irmão e indo correndo contar pra o Jon que ele é o “verdadeiro herdeiro” foi bem chato e principalmente se isso for uma tentativa de vilanizar a Targaryen comparando-a ao seu pai.

3 – Quando Bran disse ao Sam que estava ali fora esperando um “velho amigo” chegar, não esperávamos que no fim do episódio, fosse J-A-I-M-E FUCKING L-A-N-N-I-S-T-E-R .

4 – Theon salvando Yara e levando um murro depois um abraço da irmã era tudo que queríamos pra agora.

5 – Apesar da cena com o casal, vocês notaram o quanto o CGI dos dragões estava incrivelmente perfeito?