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Assista ao trailer: Trailer Dublado Os Incríveis 2 - 28 de junho nos cinemas
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Após conferir Os Incríveis 2 nos cinemas depois de 14 anos bateu uma emoção e a gente começa a se empolgar pelo universo que nos conquistou quando ainda éramos crianças. E o maior acerto desse filme foi não se esquecer desse público e continuar investindo em uma animação que foi muito além de um filme para crianças e que nos conquista novamente por manter aquele padrão incrível que nós já conhecemos.

A família Pêra volta para novas aventuras e faz com que os 14 anos não tenham passado naquele universo, e nem na sala de cinema, pois a gente volta para exatamente o ponto onde paramos. Eu ainda conseguia lembrar de cada frase que me fixou naquela família novamente. O roteiro é primoroso por tratar de questões que já tinham sido plantadas no filme anterior, como os heróis terem que agir nas sombras por serem ilegais e a dificuldade em conciliar família, poderes e combate ao crime.

Mas precisamos falar sobre Zezé. O bebê já tinha mostrado a que veio no primeiro filme, dando indícios de seus poderes. Acontece que Zezé é o mais poderoso da família e até determinado momento ninguém na família sequer sabia desse acontecimento. E é justamente nesse ponto que ele começa a brilhar. Logo ele consegue roubar todo o protagonismo do filme para si, sendo o responsável pelas melhores cenas do filme.

Zezé começa chamando atenção ao entrar numa briga com um gambá, que é quando o Sr. Incrível descobre tudo do que o filho é capaz. Depois ele consegue o gancho perfeito de trazer Edna Moda para esse segundo filme, levando o bebê para que ela conheça e a deixando encantada. É completamente maravilhoso como eles se dão bem e quando ele veste o traje de super herói tamanho ExtraPP. Outra sequência hilária onde ele rouba a cena.

Quando Flesha, Violeta e Gelado descobrem sobre Zezé e por fim quando ele participa de maneira essencial no resgate dos pais, mostra como o bebezinho foi importante e o verdadeiro protagonista do filme. Simplesmente porque ele pode ser o mais inocente lambendo gelo sentado alheio no sofá e na cena seguinte estar enfrentando os vilões como se fizesse aquilo há anos, sem sofrer um arranhão.

Ainda tivemos um gostinho de como seria um Vingadores: Guerra Infinita versão Os Incríveis com a inclusão dos novos heróis e tivemos também um gancho para um terceiro filme, que eu ainda não me decidi se teria coragem de fazer. Pra mim ele só traz um defeito: o gancho do primeiro filme é o Escavador, o segundo filme começa com ele, mas o vilão foge e some durante resto do filme. Pra mim o Escavador ficou muito avulso e aleatório por ser a peça chave da continuação e mal ser trabalhado, mas aí ele surge como uma possível continuação para um terceiro filme. Até quando vamos viver com a assombração do Escavador atrás de nós sem uma resolução?

O trabalho feito em trazer as complicações vivenciadas por uma família normal em paralelo com uma rotina de combater o crime deu a ação e o humor necessários ao filme, sendo muito fácil ser conduzido pela história contada. O diretor Brad Bird deixou bem claro que esse não é um filme para crianças e eu o agradeço imensamente por trazer Os Incríveis ainda mais maduro, mas do mesmo jeitinho que a gente já conhece. Eu só espero que se houver um novo filme não demore mais 14 anos para ser lançado. Mas se for tão bem trabalhado como esse, pode.