Sem dúvidas, a parte mais importante para concepção de um filme é o planejamento. Não se pode confundir o que dizia o cineasta baiano Glauber Rocha "Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão".

Para que um projeto consiga ser bem executado e saia da cabeça para a vida real é necessário muito planejamento prévio.

A parte vital de tal planejamento é entender e escrever a concepção da ideia formada sobre aquilo que se quer filmar. Daí nasce o roteiro.

Existe uma organização clássica de quais etapas deve-se discorrer até chegar no roteiro em si. A que mostrarei a seguir é a que mais utilizo e defendida por vários teóricos do Cinema. Simbora!

Para começar, é extremamente importante pesquisar, analisar e conhecer o que vai ser filmado. Para tanto, elabore um pré-roteiro, algumas perguntas para se fazer às fontes que você precisa entrevistar com intuito de fechar sua pesquisa.

A estrutura que costumo utilizar consiste em 5 partes. Mas, é válido ressaltar que nem sempre você precisará fazer cada uma delas. Muitas vezes o próprio gênero do produto que será escrito não pede cada uma dessas fases.

  • Log Line- é quando se escreve a premissa da história em 1 linha. Geralmente é aquela parte que aparece quando fazemos a pesquisa do filme no Google. Pode chegar a 3 linhas, mas precisa conter toda a ideia geral do filme que você vai escrever.
  • Argumento/Sinopse- O enredo narrado em prosa (sem diálogos) de toda a história que você pretende contar. Geralmente costuma variar entre 5-8 páginas.
  • Beat Sheet- Todas as ações da narrativa listadas passo a passo. É este segmento que dá início a criação das cenas.
  • Escaleta- Nada mais é do que um resumo do roteiro, nela teremos a estrutura do roteiro sem muitos detalhes técnicos ou de conteúdo.
  • Outline- Todas as cenas com uma descrição mais detalhada e rascunho dos possíveis diálogos.

Existem roteiristas mais experientes que costumam apenas fazer a sinopse e a escaleta. Nesses casos, a escaleta é mais "recheada". Nela já contém todos os beat sheets e os termos técnicos que só apareceriam no outline.

Há vários outros tipos de roteiros que abrangem as especificidades de cada gênero. Mas no geral, eles costumam seguir uma lógica parecida com a que expliquei acima.

Agora é sua vez! Comece a escrever essas coisas brilhantes que saem da sua mente e passe a produzir seus roteiros. Quem sabe, profissionalizando-os cada vez mais, você comece até a ganhar dinheiro contando várias histórias?! Só depende de você!