Artes conceituais ou concept arts, são a contraparte do roteiro, enquanto um é a parte escrita da obra, a outra é o que será passado visualmente para quem for assistir o filme. Porém no processo criativo de um longa ou curta, são feitas centenas de artes conceituais que depois de um tempo será mostrada à produtora e ao diretor, e só então haverá a seleção de imagens que irão ser transportadas para o filme como vestimenta, maquiagem, efeitos, e cenários. 

Apesar de algumas serem muito boas, se não for condizente com o que a obra quer transmitir, muitas vezes ficarão de fora, e servirão como um portfólio para o artista que as desenvolveu. Veja agora algumas artes conceituais de cinco filmes famosos da Marvel que foram deixados de fora, e que se talvez houvessem sido utilizadas, trariam outro tom ao filme.

 

Thor: Ragnarok
A franquia Thor do UCM, tem algumas das melhores artes conceituais de todo o universo Marvel do cinema, já que aborda um tom mais místico não só no visual mas também em seu conceito. O último filme, Ragnarok, abordou algo distinto dos outros longas do Deus do trovão, em sua maior parte as artes são bem coloridas, com altas referências de Jack Kirby, porém há algumas artes do início do processo criativo que deixariam certos personagens mais sombrios do que deveriam ser, como é o caso de Loki, Fenrir e a Deusa Hela, que em suas primeiras tentativas de visual foram representadas totalmente diferentes das usadas, provavelmente antes do filme encontrar o tom cômico que acabou indo aos cinemas. Veja.

 

X-Men (2000)
No início, antes de Thor, homem-de-ferro, e até mesmo homem-aranha, os X-Men estavam fazendo sua estréia nos cinemas no começo dos anos 2000 com seus uniformes preto de couro, mas sabia que nem sempre foi assim? 
Quando a pré-produção se iniciou, algumas artes conceituais do filme trariam uniformes coloridos e com um design diferente, porém o diretor Bryan Singer, queria algo mais próximo do sombrio-realista, para que seus mutantes pudessem conquistar o respeito que Matrix havia conquistado com o visual sombrio-realista.
Veja abaixo a arte que mostra um Wolverine de estatura baixa e uniforme amarelo, Jean Grey com um uniforme vermelho, Ciclope com referencias do traje dos anos 80, uma mística mais serpente, e uma tempestade que parece ter saído dos "Extremos X-Men".


X-Men: O Confronto Final
E novamente os mutantes na lista, mas dessa vez com o conturbado X-Men: O confronto final. O longa que foi massacrado pelos fãs por tornar a mais poderosa vilã do Universo Marvel, em um simples plot para a história que basicamente girava ao redor da Cura mutante. Porém esse erro teria sido bem diferente se fosse dirigido pelo Singer, já que as artes conceituais desenvolvidas enquanto o mesmo ainda estava na direção, mostram que não haveria uma cura, e sim uma Jean Grey (Famke Jansen) em chamas em busca de destruição para alimentar a fênix, uma trama bem mais similar às da história original.


 

Doutor Estranho
Se Thor: Ragnarok tinha artes que pareciam feitas diretamente de artes nórdicas sombrias, as de Doutor Estranho parece ser tirada totalmente das profundezas da mente humana e seus pesadelos. 
Por mais que o filme tenha utilizado elementos filosóficos e surrealistas para compor suas gama de atmosfera, as artes descartadas do longa parecem se banhar muito mais fundo quando se trata em surrealismo. Em algumas artes temos os servos de Dormammu com seus chakras fluindo energia universal, em outras temos o próprio Dormammu como um ser totalmente colossal e com aparência mais divina.


Vingadores: Era de Ultron

O segundo filme dos heróis mais famosos do UCM, trouxe à vida o vilão com pele de metal, Ultron, que apesar da alta bilheteria o filme não foi tão bem aceito pelos fãs dos quadrinhos. Mas o que muitos não sabem é que por conta do orçamento que estava explodindo, o Ultron gigante foi cortado enquanto ainda estava na pré-produção do roteiro, e só o que sobrou foi uma arte de Phil Saunders que mostra como o vilão ficaria na cena final de batalha. 

E apesar de Ultron, outra coisa icônica foi cortada, na verdade não utilizada. O visual fiel da Wanda, a Feiticeira Escarlate, não foi usado por Elizabeth Olsen por destoar do filme, e também porque Olsen acha que não seria confortável usar um adorno enquanto atua. As artes mostram o adorno de cabeça usada pela ex-mutante/aprimorada em sua forma quadrinesca, além de roupas que trariam um ar mais super-heroico à jovem Maximoff.