Andrew Garfield é um dos melhores atores de sua geração, e também é o melhor intérprete do Homem-Aranha nos últimos 20 anos. E mesmo com todo esse talento, a franquia O Espetacular Homem-Aranha é uma das mais fracas do teioso.

E mesmo com o fim trágico da franquia após o segundo filme em 2014, muitos fãs pediam para que a Sony Pictures produzisse um terceiro filme da franquia. E após a excelente participação do ator em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, os pedidos para um novo filme com essa versão de Peter Parker voltaram a todo vapor. 
Mas como o estúdio poderia reviver essa versão do personagem após tanto tempo? Confira algumas sugestões logo abaixo.

ANDREW GARFIELD COMO PRODUTOR DO FILME

É nítida a paixão que Andrew Garfield tem em interpretar o Homem-Aranha. E durante sua passagem pelo manto, o ator tentou se envolver com o roteiro e a produção dos filmes do teioso, mas o estúdio sempre negou sua participação — sendo esse um dos motivos do afastamento do ator e cancelamento da franquia. Mas após se tornar um dos grandes nomes da indústria, o envolvimento de Garfield com a franquia seria inevitável.

Caso assinasse como produtor executivo dos filmes do herói, o ator poderia interferir nos roteiros da trama, podendo trazer a versão do personagem que ele sempre sonhou para as telonas. E isso poderia ser o primeiro passo para a correção de muitos erros que foram estabelecidos com a franquia.

RETCON NA ORIGEM DE PETER

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Um retcon (do inglês retroactive continuity) é a alteração de fatos previamente estabelecidos na continuidade de uma obra ficcional, e essa pode ser a principal mudança feita pela Sony para reparar a franquia, e existem dois principais pontos presentes nos dois filmes da segunda franquia do herói que merecem ser reparados (ou até mesmo esquecidos), como toda a questão dos pais de Peter e seu “DNA abençoado”.

Toda tentativa de colocar Richard e Mary Parker personagens centrais na vida de Peter é um dos assuntos mais fracos dos quadrinhos, e a tentativa do estúdio de dar esse devido destaque só confirmou esse fato. E insinuar que a picada da Aranha só surtiu efeito em Peter graças ao seu DNA abençoado desmerece a importância de “um garoto comum ganhando poderes especiais” e o transforma na história de “um garoto escolhido que deve acabar com as forças do mal”.

Ignorar a questão familiar de Peter e acompanhar o desenvolvimento de Peter como cidadão e herói seria uma boa maneira de corrigir muitas das questões vistas nos dois filmes anteriores do herói, e retirar toda a história do DNA especial daria a oportunidade para a introdução de novos personagens (e falaremos mais sobre isso em breve).

SE APROFUNDAR NAS GRANDES RESPONSABILIDADES

Durante sua passagem em Sem Volta Para Casa, descobrimos que a morte de Gwen Stacy fez com que Peter se tornasse uma pessoa amargurada, e esse sentimento acabou afetando suas atitudes como Homem-Aranha, e toda essa questão poderia ser a base para o terceiro capítulo do personagem nos cinemas.

A nova aventura do herói não precisaria de uma grande ameaça na forma de um vilão (ou vilões), pois a verdadeira ameaça estaria presente dentro do próprio Peter, que entraria num conflito íntimo para recuperar sua esperança no heroísmo. E essa luta para se reencontrar como herói poderia trazer um novo personagem para a trama.

A INTRODUÇÃO DE MILES MORALES

Como foi dito anteriormente, desconsiderar a questão da Aranha e do DNA de Peter daria oportunidades para a introdução de novos personagens, e a presença de Miles Morales seria a escolha perfeita para esse universo — e para o desenvolvimento pessoal de Peter.

Sua participação faria com que Peter refletisse sobre suas ações como Homem-Aranha, pois ele não gostaria de ver um jovem com poderes similares ao dele passando pelos mesmos traumas. Assim o jovem Miles poderia fazer parte da jornada de recuperação de Peter enquanto buscava sua própria identidade.

A PRESENÇA DE VENOM

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Com o sucesso dos filmes do anti-herói, alguns fãs pedem para que o Homem-Aranha apareça naquele universo, e que ambos se encontrem nas telonas. E se a Sony realmente quiser trazer uma versão do teioso para esse universo compartilhado, a versão de Andrew Garfield seria a escolha mais segura — sabendo que o Homem Aranha de Tobey Maguire já enfrentou sua própria versão do Venom em 2007.

Pessoalmente, não vejo necessidade para que essas versões dos personagens um dia se encontrem, mas com o conceito do Aranhaverso em alta, os produtores da Sony podem enxergar um grande potencial financeiro nesse crossover, e quem sabe eles encontrem um jeito crível de fazer o cabeça de teia enfrentar não só o Venom de Tom Hardy, mas também o Morbius de Jared Leto.

O SEXTETO SINISTRO

No final de O Espetacular Homem-Aranha 2, fica estabelecido que a Oscorp estaria por trás da criação do Sexteto Sinistro, e que eles teriam grande importância no futuro da franquia (tendo inclusive um filme solo). E se esse sonho do estúdio ainda estiver ativo, a grande equipe de vilões pode continuar a ser desenvolvida — podendo incluir os vilões que já ganharam seus filmes solos, como Venom e Morbius.

A reunião de vilões poderia ser a ameaça necessária para fazer Peter repensar sobre suas responsabilidades como Homem-Aranha (como foi citado anteriormente).

Peter e Miles poderiam se juntar mais uma vez para dar fim a essa equipe, e esse seria o ponto de virada para a recuperação da força interior de Peter, além de finalizar a primeira parte do arco de Miles, que agora poderia ter suas próprias histórias em paralelo ao personagem de Andrew Garfield.

Essas são apenas algumas das milhares de estratégias que, se bem estudadas e desenvolvidas pela Sony, poderiam ser usadas para dar sentido ao termo ESPETACULAR que essa franquia carrega em seu título.