O filme só chega nos cinemas brasileiros no dia 3 de outubro, mas já faz um tempo que ele está dando o que falar. Principalmente a partir do momento em que foi exibido no Festival de Veneza e aplaudido por oito minutos inteiros pelo público.

O longa traz uma nova camada para os filmes de super-heróis/vilões e se tornou um forte candidato ao Oscar e outras premiações. Se tudo andar conforme o esperado, o longa pode ser premiado nas categorias de direção e roteiro, além do já aclamado Oscar para Joaquin Phoenix que entrega um Coringa diferente de tudo o que já vimos e esperamos.

O filme se consolida como uma peça auto-sustentável, e não faz nenhuma referência a outros longas da DC. Esse movimento de se isolar de um universo que já existe, é um dos pilares que aumentam a qualidade da história, pois ela não precisa ficar se limitando ou se prendendo em ser parte de um contexto que abrange diversos gêneros e visões de mundo.

Essa construção única se torna muito mais perceptível ao final da trama. A conclusão é coerente com a proposta inicial, e quase definitivamente encerra a história contada, mas é claro, se os números de bilheteria seguirem o esperado, a chance é grande de termos uma continuação deste novo Coringa.

Há uma certa possibilidade de encaixar esse novo Coringa no universo do Batman, no entanto, o filme não necessita dessa conexão direta com algo que estamos mais familiarizados, mas ainda assim, claro, há uma brecha para que isso aconteça e tudo isso depende do número final da bilheteria.

Não cabe aqui uma comparação entre o Coringa de Phoenix e o de Ledger, cada um deles funciona no universo em que estão inseridos, e se fosse trocados, fracassariam.

Enquanto Ledger construiu um Coringa mais anarquista, calculista, que sabia muito bem o que estava fazendo, o de Phoenix quase trilha um caminho oposto. A direção e o roteiro flertam sempre com essa loucura, insanidade dramática e consiste em uma jornada distorcida baseada em uma doença real. O filme faz uso dessa loucura como um reforço narrativo, e foi ótimo que a Warner deu liberdade "total" para Todd Phillips trabalhar.

Coringa entrega o que promete e pode facilmente ser considerado como um dos melhores filmes do ano.

Mais informações já podem ser consideradas spoilers e estragar sua experiência. Então, fique atento, e bom filme!