Uma das séries mais polêmicas da Netflix, Messiah, que conta a história sobre um suposto messias nos tempos atuais, chegou ao fim com apenas uma temporada e várias respostas. Entretanto, mesmo após a desistência do streaming com a produção, as polêmicas envolvendo sua narrativa continuam recebendo fortes críticas por vários órgãos que vão além dos religiosos. 

Dessa vez,  o fundo de investimentos norte-americano GEO Group, responsável pela operação de prisões privadas e centros de detenção, entrou com uma ação alegando difamação em dois episódios exibidos.

Segundo o que consta no processo, o local onde fica a instalação de imigração que possui o logo do GEO Group, é mostrado de forma difamatória, com os detentos sendo mantidos em condições inumanas de superlotação, sem camas e cercados por arames.

Afirma o documento que: “Ao contrário de Messiah, o GEO não mantém pessoas em salas superlotadas com gaiolas de arame em suas instalações, mas fornece camas, roupas de cama, ar condicionado, espaços recreativos internos e externos, campos de futebol, salas de aula, bibliotecas e outras comodidades que refutam as falsidades difamatórias”.

O processo também conta com uma clipagem com fotos coloridas mostrando salas de aula, bibliotecas e os centros de detenção GEO. Além disso a Netflix também está sendo processada por violação de marca registrada por uso indevido do seu logotipo.

“O uso das marcas registradas GEO pela Netflix não teve outro objetivo além de prejudicar a boa vontade e a reputação da GEO. Como as instalações da GEO não se assemelham às instalações descritas em Messiah, o uso das marcas registradas da GEO não promove uma meta de realismo”, descreve o documento.

A segunda temporada foi descartada apesar de ter conquistado muitos fãs ao redor do mundo. A Netflix ainda não se manifestou sobre a situação. A primeira e última temporada de Messiah está disponível no catálogo.